Gracyanne Barbosa relatou os desafios físicos e mentais ao retornar ao Dança dos Famosos após romper um tendão na edição anterior. Enfrentando dores, inchaços no joelho que exigem punções constantes e sessões diárias de fisioterapia, a musa fitness confessou frustração com a perda de equilíbrio ao tentar dançar de salto alto. Além do desgaste corporal, ela lida com o medo e a memória da lesão, encarando a nova temporada como um doloroso processo de superação e resgate da própria confiança.
Enfrentando uma rotina rigorosa de reabilitação física, Gracyanne Barbosa abriu o jogo sobre os desafios de retornar ao Dança dos Famosos em 2026. Após sofrer o rompimento de um tendão durante uma apresentação de lambada na edição anterior do programa da Globo, a influenciadora precisou lidar com procedimentos médicos constantes, incluindo punções para drenar líquidos inflamatórios do joelho operado, para conseguir encarar o ritmo intenso da nova temporada.
O peso psicológico e a memória da lesão
Em entrevista exclusiva concedida ao portal LeoDias, a artista confessou que o maior obstáculo tem sido o psicológico. O reflexo da contusão passada ainda revercute em cada passo ensaiado no palco. "Não só fisicamente, acredito até que mais mentalmente, porque na primeira dança, por exemplo, eu tive aquela memória de ter me machucado no palco. Então eu estava com muito medo, ainda estou passando por esse processo de a cada dança de ter um pouquinho mais de segurança", contou.
Frustração de Gracyanne Barbosa
Sendo assim, o peso emocional se manifesta em episódios cotidianos de frustração durante a preparação. A musa fitness relembrou um momento recente em que tentou calçar sapatos de salto alto para uma coreografia e esbarrou nos fantasmas do passado. "Hoje até aconteceu uma situação que eu fiquei um pouco frustrada. A próxima dança seria de salto, eu calcei o salto e não consegui ter equilíbrio. Então fiquei chateada, e aí veio o mesmo sapatinho que eu usei no passado quando eu sofri a lesão e operei", desabafou.
Para contornar o desgaste, a rotina exige sessões diárias e exaustivas de reabilitação. "Esse processo é difícil, mas assim, eu estou bem feliz de poder ter retornado e de estar dando certo. Eu vou para fisioterapia e vou para o Dança, ensaio e volto para fisioterapia, porque os movimentos são diferentes", completou.
O controle da dor e os inchaços na articulação
Contudo, a alta demanda de impacto gera consequências diretas na região lesionada, exigindo procedimentos clínicos dolorosos e constantes. "Então a demanda acaba sendo mais puxada, eu ensaio e meu joelho incha. Faço punção para tirar o líquido inflamatório, aí choro de dor, vou pro dança e volto. Está sendo assim nessa pegada assim com muita fisioterapia, recuperação e tentando ensaiar e me dedicar o máximo possível, claro", detalhou.
Questionada sobre a comparação com seu desempenho anterior, ela admitiu que a confiança ainda está em construção. "Eu não consigo ter a segurança que eu tinha no ano passado, mas a cada dia eu acho que eu vou me superando e eu acredito que eu precisava muito disso. Esse ano não tá sendo só participar do Dança, é voltar a acreditar que eu posso realizar essas coisas e voltar a dançar, por exemplo, que é uma coisa que eu amo", acrescentou.
O sistema de autodefesa do cérebro
Em meio a esse cenário de superação, conviver com o desconforto virou rotina, embora o cérebro mantenha um sistema de alerta ativado contra novos acidentes. "Ainda sinto bastante incômodo, o que é normal, assim, as dores, até porque ainda tá nesse processo inflamatório. Ainda que eu não estivesse dançando, eu sentiria dor, mas é claro que com a demanda dos ensaios a dor aumenta. E quando incha, eu sinto mais dor, então isso também é difícil às vezes de me concentrar para aprender a coreografia. Então tudo isso está sendo uma questão que mentalmente eu estou vencendo devagarzinho", frisou.
Ela ainda destacou um comportamento involuntário de autodefesa motora: "E assim, não é que eu tenho medo de me machucar novamente. Todo mundo tá suscetível a se machucar. Mas eu acho que o que fica ainda na memória e no cérebro é o momento que aconteceu e a dor, né? O cérebro, ele demora pra desconectar a dor que a gente sentiu. Às vezes, parece que eu sinto a dor antes até de fazer o movimento", ressaltou.
Lições de paciência e trabalho em equipe
A superação dos limites coletivos e individuais trouxe aprendizados valiosos sobre resiliência e foco. "Eu passei muito isso na coreografia em grupo. A virada era pro lado esquerdo e eu, automaticamente, virar pro lado direito. E assim, não tinha nada me incomodando. Mas o cérebro já vai pro lado direito pra proteger. E aí, em grupo, foi muito difícil. Eu estava com medo de atrapalhar o grupo, do grupo perder ponto. Mas assim, graças a Deus, eu tive um grupo muito paciente. Deu tudo certo, a gente ficou em primeiro. Mas eu tô aprendendo muito, muito mesmo nesse processo. De paciência, respeitar. A lidar com a frustração, a entender que, poxa, hoje não deu. Tipo, hoje não deu pra usar salto. Bom, quem sabe na próxima dança eu vou sentir mais segurança", finalizou.