O diagnóstico de menopausa precoce enfrentado por Yohama Eshima voltou a chamar a atenção do público após a atriz relembrar como a condição transformou sua vida. Atualmente no elenco da novela Quem Ama Cuida, a artista contou que recebeu a notícia aos 27 anos e, mesmo diante das previsões médicas, conseguiu engravidar do filho Tom. O caso reacendeu o debate sobre a insuficiência ovariana primária, condição que afeta a fertilidade feminina e exige acompanhamento especializado. Para esclarecer o tema, a ginecologista Deborah Coelho explicou quais são os principais sintomas, as causas e os tratamentos disponíveis.
Segundo a especialista, a menopausa precoce acontece quando os ovários deixam de funcionar adequadamente antes dos 40 anos, reduzindo significativamente a produção de estrogênio e comprometendo a ovulação. Deborah Coelho afirma: "A menopausa precoce, também chamada de insuficiência ovariana primária, ocorre quando os ovários deixam de funcionar adequadamente antes dos 40 anos, reduzindo de forma significativa a produção de estrogênio e comprometendo a ovulação." A médica explica que os sinais mais comuns incluem irregularidade ou ausência da menstruação, ondas de calor, suor noturno, alterações de humor, insônia, ressecamento vaginal e diminuição da libido. Ela acrescenta que o problema pode ter origem genética, autoimune, ser consequência de tratamentos como quimioterapia e radioterapia ou, em muitos casos, não apresentar uma causa definida. O diagnóstico, segundo a ginecologista, depende da avaliação clínica, do histórico menstrual e de exames hormonais, principalmente as dosagens de FSH e estradiol.
Especialista alerta para impactos na fertilidade
Ao comentar o assunto, Deborah Coelho ressaltou que a insuficiência ovariana precoce interfere diretamente na capacidade reprodutiva da mulher, mas não elimina completamente a possibilidade de uma gestação. "A menopausa precoce impacta diretamente a fertilidade, já que reduz a reserva ovariana e dificulta uma gestação espontânea. No entanto, como algumas mulheres ainda podem ovular de forma ocasional, é importante procurar um ginecologista assim que surgirem alterações menstruais persistentes para confirmar o diagnóstico e discutir opções de tratamento e preservação da fertilidade, quando possível." A orientação reforça a importância de buscar atendimento médico logo nos primeiros sinais, permitindo um acompanhamento adequado e a definição da melhor estratégia para cada paciente.
A história de Yohama Eshima acabou se tornando um exemplo de que cada caso pode evoluir de maneira diferente. Em entrevista ao gshow, a atriz revelou que a gravidez aconteceu quando já acreditava que não poderia ser mãe. "Não foi só o diagnóstico que me transformou; a própria maternidade já é a revolução. Quando eu olhava para o meu corpo grávida, eu quase não acreditava. Só o fato de estar grávida já era o próprio milagre, era algo que tinha ido contra tudo que os médicos tinham falado, que eu não poderia engravidar", contou. O relato da artista, aliado às explicações da ginecologista, evidencia a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento especializado e da informação para mulheres que enfrentam essa condição.