Chico Pinheiro brinca com 'farmar aura' ao chegar à 11ª semana de quimioterapia

Jornalista, que trata um câncer no intestino, compartilha vídeo no hospital e diz estar perto do fim do tratamento

4 set 2026 - 16h07
Resumo
O jornalista Chico Pinheiro celebrou com bom humor a 11ª de 12 semanas de quimioterapia contra um câncer no intestino, no HCor, em São Paulo. Em vídeo, ele dançou a trend viral "farmar aura" e defendeu o SUS. Diagnosticado em maio, o ex-âncora enfrentou complicações pós-operatórias que exigiram uma segunda cirurgia e internação na UTI. Próximo do fim do tratamento, Chico refletiu sobre sua postura paciente diante da cura e destacou o conforto encontrado na música durante a recuperação hospitalar.

Chico Pinheiro encontrou espaço para o bom humor em meio ao tratamento contra o câncer. O jornalista compartilhou nesta sexta-feira, 4, um vídeo diretamente do Hospital do Coração (HCor), no Paraíso, em São Paulo, onde realiza a 11ª de 12 semanas de quimioterapia.

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Na gravação, ele celebra a proximidade do fim do tratamento e brinca com a expressão "farmar aura", que ganhou popularidade nas redes sociais.

"Estou aqui no Hospital do Coração, no HCor, fazendo a minha 11ª semana de quimioterapia. Duas cirurgias depois, mais 12 semanas de quimioterapia, essa é a 11ª, para eu me livrar do câncer. Está indo, está indo", afirmou o ex-âncora do Bom Dia Brasil.

Jornalista Chico Pinheiro faz 11ª sessão de quimioterapia em São Paulo
Jornalista Chico Pinheiro faz 11ª sessão de quimioterapia em São Paulo
Foto: @chicopinheiros via Instagram / Estadão

No vídeo, Chico faz referência à expressão "farmar aura" e reproduz a sequência da dancinha "6-7" (six-seven), que viralizou entre os jovens nas redes sociais. "Mais um pouquinho e estarei pronto e garanto para vocês que aqui do Hospital do Coração do HCor, no Paraíso, eu vou sair daqui capaz de farmar aura, farmar aura. Six-seven, six-seven, six-seven", disse.

Ao comentar o tratamento, o jornalista também defendeu que o acesso a um atendimento médico de qualidade seja garantido a toda a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

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"É assim que a gente sai e vamos sair melhor ainda depois da eleição, porque a qualidade do tratamento aqui tem que ser assim para todo mundo, graças ao Sistema Único de Saúde", afirmou.

Chico encerrou o vídeo novamente recorrendo ao bordão que incorporou à brincadeira: "Olha, farmar aura no Brasil, é nóis, é nóis na fita. Six-seven, six-seven".

Diagnóstico de câncer no intestino

Chico Pinheiro revelou em maio deste ano que havia sido diagnosticado com câncer no intestino. A descoberta foi contada durante uma entrevista com o cantor Zeca Baleiro no programa Chico Pinheiro Entrevista.

Segundo o jornalista, o tumor foi identificado em estágio inicial e, a princípio, a previsão era de que ele passasse por uma cirurgia robótica considerada simples, com alta prevista poucos dias depois.

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O quadro, porém, teve complicações no período pós-operatório. Chico precisou passar por uma nova cirurgia e permaneceu na UTI. Todo o tratamento foi realizado em São Paulo.

"Eu passei um mês e pouco internado, fazendo cirurgia. Descobri um câncer no intestino, a princípio relativamente fácil, porque estava bem no começo, e uma cirurgia que era para ser feita em um dia e, três dias depois, eu iria para casa", contou.

Chico explicou que teve uma aderência intestinal depois do primeiro procedimento e precisou ser submetido a uma nova operação. "Teve uma complicação posterior. Que eu saiba, não é culpa de nenhum médico. Realmente houve uma aderência intestinal, e tiveram que abrir e operar. Passei uns belos dias na UTI", relatou.

Durante a entrevista, o jornalista também falou sobre os momentos vividos no hospital e contou que encontrou conforto ao ouvir Flor da Pele, música de Zeca Baleiro.

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"A coisa mais presente na minha cabeça era você cantando. Eu ouvia você cantar uma música todo o tempo. Ouvia e chorava. Não era chorar de medo nem de nada, não. Era de perceber as pessoas que, na correria, você não vê. E pessoas sofrendo com a doença", afirmou.

A experiência também fez Chico refletir sobre a mudança de perspectiva ao deixar a posição de comunicador e passar à de paciente. "Você entra no hospital como doente. Para virar paciente, precisa exercitar a paciência para os médicos poderem trabalhar. Então eu ouvia a música, me emocionava e chorava muitas vezes", disse.

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