Em comemoração aos 35 anos de "O Exterminador do Futuro 2", Robert Patrick revelou ter se isolado do elenco durante as gravações para manter o foco e a postura implacável do vilão T-1000. Pressionado pela exigência física do papel e pelos efeitos visuais inovadores, ele treinou intensamente e evitou interações sociais no set. Apesar do distanciamento, o ator elogiou o carisma de Arnold Schwarzenegger, a entrega de Linda Hamilton, a calma do jovem Edward Furlong e a genialidade de James Cameron.
Em entrevista à revista People em comemoração aos 35 anos de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, Robert Patrick relembra ter se isolado do restante do elenco durante boa parte das filmagens. A atitude foinatural vista ao sentimento de pressão pelo desafio de sustentar um vilão que dividia a tela entre efeitos práticos, animatrônicos e uma tecnologia de CGI então inédita criada por James Cameron.
"Eu me sentia como se estivesse no meu próprio mundinho", revelou o ator. "Eu tinha minha ilha particular e… eu levava muito a sério a lista de tarefas que precisava cumprir para fazer a manutenção do T1000, então não havia muito espaço para brincadeiras da minha parte." Patrick utilizou sua experiência atlética para encarar o desafio.
O ator decidiu estabelecer uma linguagem física para o personagem, ao mesmo tempo que trabalhava em uma produção que estava impulsionando os efeitos visuais. "Obviamente, o papel era muito físico. Exigia muito fisicamente. Mas havia, sabe, uma postura, uma maneira de harmonizar tudo", explica Patrick. "Tinha que haver um jeito específico de correr, um jeito específico de andar, um jeito específico de olhar."
Entre desenvolver formas específicas para o T-1000 ficar em pé, andar, correr e mirar seus alvos, incluindo meses de treino para atirar sem piscar e correr sem parecer ofegante, o ator também equilibrava o peso do sucesso da franquia. "Tentar juntar tudo isso… havia aquela pressão que qualquer pessoa em um esporte coletivo sente, tipo, eu não posso decepcionar todo mundo, eu tenho que fazer meu trabalho e tenho que fazê-lo muito bem", admite Patrick. Apesar da fama do personagem estar ligada à tecnologia revolucionária da Industrial Light & Magic, que expandiu sua equipe de efeitos digitais para o projeto, a computação gráfica aparece em uma minoria estrondosa dos planos do filme.
Para se manter no clima gelado e implacável do T-1000, o ator passou a ouvir bandas específicas e evitar o convívio social no set. "Eu meio que me isolei e ouvi muita música industrial, sabe, Ministry, Skinny Puppy, Nine Inch Nails, e me mantive focado no que eu precisava ser", ele relembra. "Então eu não era muito sociável."
Mesmo isolado, o ator prestava atenção nos colegas de elenco. Embora Arnold Schwarzenegger já fosse uma grande estrela, Patrick relembra ter ficado impressionado com o quão acessível e encorajador ele era pessoalmente. "Arnold é uma pessoa incrivelmente carismática", compartilha Patrick. "Fiquei muito impressionado com ele enquanto trabalhávamos juntos. Ele era um cara muito caloroso e generoso, sempre com elogios, mesmo nas poucas interações que tivemos."
Para Linda Hamilton, o elogio principal do colega de elenco parte do comprometimento da atriz: "Linda… Ela é simplesmente uma atriz… intensa… que se entrega de corpo e alma, que se joga de cabeça em tudo", Patrick ri. "Ela realmente… fez um ótimo trabalho interpretando a louca, e, sabe, ela foi simplesmente incrível." Eward Furlorg, que era um pré-adolescente no momento da produção do longa, também é alvo da admiração de Patrick. "Para mim, foi incrível a calma que [Furlong] demonstrou, sendo um garoto de [13] anos que estava sendo jogado nesse ambiente, porque eu estava morrendo de medo, sabe? Eu pensava: 'Meu Deus! Espero que não me demitam, não acredito que isso esteja acontecendo.' Então, só posso imaginar o que o Eddie está passando", admite Patrick.
O ator também nutre uma admiração intensa pelo diretor da franquia de sucesso. "Quando me perguntam sobre o filme, James Cameron é um visionário, um talento incrível, e eu me sinto muito privilegiado por ter tido a oportunidade de trabalhar com ele", afirmou Patrick à People.
Lançado em julho de 1991, O Exterminador do Futuro 2 se tornou o filme de maior bilheteria daquele ano, com mais de US$ 517 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões) arrecadados mundialmente. O longa retorna aos cinemas estadunidenses de 28 de agosto a 2 de setembro para comemorar seu 35º aniversário, incluindo o dia 29 de agosto, data conhecida no universo da franquia como o Dia do Julgamento.