A necessidade de omitir detalhes e acontecimentos importantes não escapa a nenhuma cinebiografia, afinal a história completa de ninguém consegue ser contada em apenas duas horas. Mas Michael, o filme sobre a vida de Michael Jackson, demandou mudanças radicais. Já dentro do período de pós-produção, a equipe criativa e parte do elenco precisou retomar os trabalhos e regravar diversas cenas.
As filmagens adicionais precisaram acontecer graças a um impasse jurídico que impedia que qualquer menção às acusações de abuso infantil contra Michael estivesse presente no longa-metragem ou em qualquer adaptação biográfica sobre ele. Diante disso e de outras decisões criativas e logísticas, as mais de três horas e meia de duração do corte original foram condensadas em duas horas e oito minutos.
Jaafar Jackson, o sobrinho de Michael que dá vida ao tio na produção, revelou que foi de mente aberta para a primeira exibição, na tentativa de "tentar assistir sem criticar nada". Porém, ao invés de esmiuçar a própria perfomance, acabou sendo pego de surpresa pela quantidade de cenas que acabaram ficando de fora da versão final do filme:
"Passou tão rápido. Eu fiquei tipo, 'Espera, só isso?'. Mas a segunda vez que assisti foi uma experiência completamente diferente. Consegui entender a história e me permitir aproveitar o que estava na tela, em vez de ficar pensando em todas as cenas que filmamos e que não entraram no filme. Porque esse foi o meu problema da primeira vez. Eu ficava pe…