O Canal Brasil dedicará os dias 8 e 9 de junho a dois lançamentos envolvendo Cyclone, longa-metragem de Flávia Castro (Deslembro): Na segunda-feira (8), às 19h30, o programa Cinejornal exibe uma entrevista inédita com Eduardo Moscovis (Ela e Eu), que fala sobre sua trajetória artística e comenta seu trabalho no filme. Já na terça-feira (9), às 22h, o canal apresenta a estreia do filme na televisão. Saiba mais a seguir:
Do que se trata Cyclone?
Inspirado na trajetória da dramaturga Maria de Lourdes Castro Pontes, conhecida como Miss Cyclone, o longa acompanha Dayse (Luiza Mariani, Todas As Canções de Amor), uma operária e aspirante a autora teatral que vive na São Paulo de 1919 e sonha construir uma carreira na dramaturgia em Paris. Dividindo seu tempo entre o trabalho em um jornal operário e a colaboração secreta no teatro, ela mantém um relacionamento com o consagrado diretor e dramaturgo Heitor Gamba, interpretado por Du Moscovis. Quando uma gravidez inesperada ameaça seus planos, Dayse se vê confrontada pelas limitações impostas às mulheres de sua época.
Além de Luiza Mariani, que interpretou a protagonista no teatro e há 20 anos trabalhava para levá-la para as telonas, o elenco de Cyclone ainda conta com Eduardo Moscovis (Ela e Eu), Karine Teles (Benzinho), Luciana Paes (Sinfonia da Necrópole), Magali Biff (Pela Janela), Rogerio Brito (Um Ano Inesquecível - Primavera) e Ricardo Teodoro (Baby). Assista ao trailer:
Entrevista com Du Moscovis
Em entrevista ao Cinejornal, Moscovis destaca a relevância da história retratada em Cyclone e o caráter feminino da produção. "Tem uma cara especial por ser um projeto feminino e feminista. A produção é de mulheres inteligentes, poderosas. A Flávia, a Luiza e toda a equipe trazem uma enorme bagagem de cinema. A Cyclone é autora, é dramaturga, mas não recebe os créditos por isso. É ela quem dá o sustento dramatúrgico para aquela história", afirma o ator.
Conduzido pela repórter Maria Clara Senra, o bate-papo também percorre diferentes momentos da carreira de Moscovis. O ator relembra sua participação em O Que É Isso, Companheiro?, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1998, comenta o retorno às novelas após uma década afastado do formato e fala sobre o sucesso do monólogo O Motociclista no Globo da Morte, espetáculo que lhe rendeu o Prêmio Shell e segue em circulação pelo país.
Durante a conversa, ele também aborda seus projetos mais recentes, incluindo o filme Querido Mundo, adaptação da peça de Miguel Falabella que teve première no Festival de Gramado e tem estreia prevista para os cinemas em 2026.