Para fazer um bom filme de monstro, independente do gênero cinematográfico, é imprescindível acertar no visual da criatura. Seja para traduzir a melancolia de um drama como o Frankenstein de Guillermo del Toro — o qual levou o Oscar de Melhor Cabelo e Maquiagem — ou para amplificar as sensações aflição e o medo de um terror, como em Maldição da Múmia.
O novo longa-metragem de Lee Cronin, também responsável por A Morte do Demônio: Ascensão, tem como objetivo subverter os clichês associados à múmia, comumente associados à filmes de aventura, como The Mummy (1999). Então, para cumprir o propósito de deixar tudo mais próximo do terror, a aparência tradicional da criatura egípcia precisou acompanhar essa lógica e ser a mais realista e angustiante possível.
O responsável por essa missão foi o holandês Arjen Tuiten, maquiador especializado em efeitos especiais indicado ao Oscar. E, no fim das contas, o resultado foi tão assustadoramente bom que o próprio diretor ficou aflito ao conferir as imagens da atriz Natalie Grace caracterizada como uma criança mumificada:
"Eu estava na Espanha fazendo visitas técnicas de locações quando meu designer de próteses, Arjen Tuiten, me enviou o primeiro teste de maquiagem. Eu lembro que abri o vídeo, assisti dez segundos, fechei meu laptop com for&