No final da década de 1990, Clint Eastwood se afastou temporariamente do tipo de história que havia dominado sua carreira para adaptar o best-seller de não-ficção de John Berendt, Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal. O resultado foi um filme irregular, mas também altamente hipnótico, que transformou um notório caso de assassinato em um fascinante retrato de poder, excentricidade e os segredos de uma cidade aparentemente intocada pelo tempo.
Sobre o que se trata Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal?
John Kelso (John Cusack), um escritor e jornalista de Nova York, vai até Savannah, Geórgia, para cobrir a festa de natal de Jim Williams (Kevin Spacey), um noveau-riche (segundo ele mesmo) que se tornou a pessoa mais importante da cidade. Durante a festa na casa do milionário Kelso, sem ter noção de certos fatos, presencia uma briga entre o anfitrião e Billy (Jude Law), que parecia não ter tido grandes consequências.
Um pouco mais tarde, ele fica sabendo que Jim matara Billy, com quem tinha uma ligação íntima. Deste momento em diante tudo em Savannah passa a girar em torno do julgamento e Jim, que alega legítima defesa, espera usar seu prestígio e poder para ser absolvido, mas parece que tanto a defesa quanto a acusação decidiram mascarar a verdade de todas as formas, para terem um veredicto fa…
Artigo original publicado em AdoroCinema