Ed Sheeran chama de "injustificável" tratamento de Israel em Gaza e se desculpa por polêmica

20 set 2026 - 15h15
Resumo
Ed Sheeran desculpou-se na Filadélfia pela remoção do rapper Macklemore de sua turnê, após pressão de proprietários de estádios pela postura pró-Palestina do artista. Sheeran admitiu erros, expressou preocupação com a censura e mudou seu tom anterior ao condenar a guerra de Israel em Gaza como "injustificável e desproporcional", além de criticar a ocupação na Cisjordânia, embora também tenha repudiado os ataques do Hamas. O episódio provocou a desistência de outros músicos em solidariedade.

O ‌astro pop Ed Sheeran pediu desculpas no sábado pela maneira como lidou com uma polêmica que surgiu nesta semana, quando o rapper Macklemore foi retirado da programação como atração de abertura devido a comentários sobre os territórios palestinos ocupados.

Quebrando o silêncio sobre o ⁠assunto, o cantor britânico condenou o tratamento dado por Israel aos moradores ‌de Gaza como "injustificável".

Publicidade

"Tive que tomar decisões difíceis e estou cometendo erros, e sinto muito, muito mesmo", disse Sheeran ao público ‌na Filadélfia, onde se apresentou pela primeira ‌vez desde que Macklemore foi retirado da turnê.

No início do ⁠show no Lincoln Financial Field, Sheeran classificou o ataque do Hamas em outubro de 2023, que matou 1.200 israelenses, como "horrível". Mas ele chamou a guerra subsequente de Israel, que matou milhares em Gaza e deslocou quase toda a população, de "catastrófica, injustificável e desproporcional".

Sheeran também ‌condenou a "injustiça sistêmica" na Cisjordânia, onde o governo de coalizão de ‌direita de Israel permitiu ⁠uma expansão maciça ⁠dos assentamentos judeus.

A declaração inicial do astro pop no sábado representou uma ⁠mudança radical em relação ao ‌que ele havia dito no ‌início da semana, quando Sheeran postou no Instagram que o público de seus shows "não espera um fórum político".

Publicidade

A polêmica vem envolvendo Sheeran desde que Macklemore postou no Instagram que Robert ⁠Kraft, proprietário do New England Patriots, havia dito a Sheeran que Macklemore não teria permissão para se apresentar no Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts, onde Sheeran tem shows marcados para 25 e 26 de setembro.

Macklemore afirmou que Kraft ‌e outros proprietários de estádios haviam dito a Sheeran que ele não teria permissão para se apresentar em suas instalações caso ⁠Macklemore permanecesse na turnê após ter gritado "Palestina livre" durante um show em 4 de setembro no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. Os outros artistas de abertura da turnê posteriormente desistiram para demonstrar solidariedade a Macklemore.

Apesar de ter acatado a exigência dos proprietários dos estádios de que Macklemore fosse retirado da turnê, Sheeran disse no sábado que estava "profundamente preocupado" com o fato de as casas de show censurarem o conteúdo dos artistas. "Isso acontece em tantos lugares onde me apresento ao redor do mundo, mas nunca deveria acontecer no mundo livre", disse Sheeran.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se