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Carnavalesco pede demissão da Portela e expõe ataques após desfile na Sapucaí

Após três anos assinando os desfiles da Portela, carnavalesco André Rodrigues decide deixar a escola; veja o motivo

17 fev 2026 - 11h50

Um dia após a passagem pela Marquês de Sapucaí, André Rodrigues não é mais carnavalesco da Portela. O artista comunicou seu desligamento voluntário nesta segunda-feira, 16/02, citando o desgaste emocional e estrutural após um desfile em que a quebra de uma alegoria comprometeu o desempenho da escola na busca pelo título.

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Foto: carnavalesco da Portela, André Rodrigues - Foto/Divulgação / Contigo

"Hoje eu, sozinho, decidi me desligar da Portela. Assim como ontem, sozinho, eu me responsabilizei por tanta coisa. Não sou um artista perfeito, mas tenho um compromisso inabalável com a melhor entrega de tudo o que faço. Isso, por diversas vezes, coloca sobre as minhas costas responsabilidades além da minha função. Eu não deveria ser a única pessoa na armação que sabia destravar um carro alegórico para garantir que a Velha Guarda desfilasse, mas eu era e fiz", iniciou.

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E seguiu: "Além do carro, o dia de ontem mostrou como tenho junto a mim equipes (incluindo voluntárias) que acreditam em mim e no projeto. Mesmo exaustos, diante de tanto caos, se dedicaram em uma única tarde a fazer e refazer seus trabalhos para garantir dignidade ao desfile".

Carnavalesco foi sobrecarregado?

No forte desabafo, André destacou: "No final das contas, eu, praticamente sozinho, nesses anos lidei e lido com a responsabilidade de tudo, e também com ataques contra mim, agora em postagens sobre minha filha, um bebê de quatro meses. Honestamente, o ódio de internet não me assusta, mas ajuda a repensar prioridades. Quatro meses, tempo em que eu queria ter estado muito mais presente e não estive para garantir que esse carnaval chegasse na avenida de maneira digna".

Por fim, André Rodrigues fez questão de agradecer um de seus amigos e frisar o carinho pela escola.

"Amei e amo profundamente a Portela real, sua história e suas pessoas, que me acolheram e me fizeram sentir parte de uma escola de samba. Agradeço a todos da escola que entenderam a minha dedicação e o meu esforço, principalmente ao meu amigo Junior Escafura que fez do impossível um caminho seguro para se tentar. Deixo o meu carinho especial para a Velha Guarda, com quem eu aprendi tanto e por quem eu lutaria até o fim. Obrigado, muito obrigado".

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