Um torso romano de mármore do século I d.C. quebrou o recorde mundial de peças da Roma Antiga ao ser leiloado por US$ 34,3 milhões na Sotheby's de Nova York. Originária de Salona, na Croácia, a monumental escultura retrata um imperador da dinastia júlio-claudiana com couraça ricamente decorada. Mesmo sem cabeça e membros, a obra superou com folga a estimativa máxima inicial de US$ 12 milhões, destacando-se como um símbolo preservado da estatuária e do poder imperial.
Um torso romano de mármore, datado do século I d.C., estabeleceu um novo recorde mundial em leilões para peças da Roma Antiga, sendo arrematado na Sotheby's de Nova York por US$ 34,3 milhões (R$ 1,7 bilhão), na quarta-feira (21).
A peça singular, um torso masculino que apresenta uma couraça decorada com a carruagem do sol e figuras aladas da vitória, retrata um imperador da dinastia júlio-claudiana (Augusto, Tibério ou Cláudio) sem a cabeça, dificultando afirmar qual deles seria. A Sotheby's estimou seu preço de lance entre US$ 8 e 12 milhões (R$ 40,2 e 60,4 milhões).
Por outro lado, sua procedência é inegável: o objeto é originário de Salona, situada a cinco quilômetros de Split, na Croácia, um dos mais importantes sítios arqueológicos romanos do Adriático.
Originalmente abrigado em um dos templos gêmeos do fórum, a peça teria sido descoberta ao lado de um torso similar, que hoje pertence ao Museu Nacional de Zagreb.
Apesar da ausência da cabeça e dos membros, a escultura preserva a qualidade plena e monumental da estatuária imperial, na qual o corpo humano servia como veículo para a projeção de poder.
Após integrar coleções particulares austríacas no século 19, o torso foi oferecido na Sotheby's de Nova York em 2010, sendo vendido por US$ 7,36 milhões (R$ 37 milhões).