TSE proíbe Meta de restringir conteúdo eleitoral e favorecer Lula ou Flávio com ferramenta de IA

15 out 2026 - 17h51
(atualizado às 21h17)
Resumo
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, proibiu a Meta de restringir o alcance de postagens político-eleitorais e determinou que sua inteligência artificial não favoreça as candidaturas de Lula ou Flávio Bolsonaro, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A decisão ocorreu após a campanha de Lula denunciar suposto favorecimento ao rival. Em resposta ao tribunal, a empresa afirmou que aprimora os filtros do assistente virtual e que busca assegurar a paridade de armas no processo eleitoral.

O ministro Marco ‌Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu nesta quinta-feira que a Meta restrinja sem justificativa o alcance da divulgação de conteúdos político-eleitorais relacionados às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) até o final do segundo ⁠turno.

Bellizze também determinou que a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial ‌da empresa que funciona como um Chatbot não favoreça qualquer das duas candidaturas na produção de conteúdos eleitorais.

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Em caso de ‌descumprimento, segundo a decisão vista pela ‌Reuters, poderá estabelecer multa diária de R$ 500 mil.

Procurada na ⁠noite desta quinta-feira, a Meta -- companhia dona das redes sociais Instagram, WhatsApp e Facebook -- disse que não vai comentar.

REUNIÃO

Representantes da Meta disseram mais cedo nesta quinta ao TSE que estavam trabalhando no aperfeiçoamento de filtros da Meta AI, o assistente de ‌inteligência artificial desenvolvido pela companhia, informou a corte eleitoral após reunião ‌entre as partes.

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Segundo comunicado ⁠divulgado pelo TSE, ⁠o presidente e o vice-presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques e André ⁠Mendonça, reuniram-se com representantes da ‌Meta "para debater as ferramentas ‌utilizadas pela empresa que podem contribuir para o período eleitoral brasileiro".

O encontro ocorreu um dia após a campanha à reeleição de Lula recorrer ao TSE e até a Organização ⁠dos Estados Americanos (OEA) acusando a big tech de usar inteligência artificial e algoritmos para favorecer Flávio Bolsonaro.

O TSE disse, no comunicado desta quinta-feira, que a preocupação é promover uma "paridade de armas" entre os candidatos para que o ‌eleitor possa escolher livremente.

"Segundo a empresa (Meta), nesta semana, as duas campanhas foram impactadas pela geração de conteúdos de inteligência artificial considerados ⁠inadequados", disse o TSE em comunicado.

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Procurada, a Meta respondeu que no comunicado divulgado pelo TSE estão todas as informações disponíveis.

Os ministros do TSE, conforme a nota, mencionaram também o tema do uso dos canais de WhatsApp para promover conteúdo eleitoral. "A Meta informou que, de acordo com a política da empresa, as mensagens enviadas nos canais não são criptografadas", disse a empresa, segundo o TSE.

De acordo com o TSE, a Meta se comprometeu ainda a empenhar os esforços necessários para vedar eventuais impulsionamentos de conteúdos de propaganda eleitoral feitos com moeda estrangeira.

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