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Interação social vira um fardo na China e as mesas individuais do McDonald's se tornam as mais disputadas

As mesas isoladas são o reflexo de uma mudança de paradigma social reforçada pela tecnologia

27 jan 2026 - 11h13
(atualizado em 28/1/2026 às 11h19)
Foto: Xataka

Nos McDonald's da China, as mesas individuais agora estão entre as mais disputadas. Diferentes das comuns, essas mesas são altas e apresentam uma divisória que cria uma sensação de falsa intimidade para quem come sozinho.

O fenômeno tem sido amplamente retratado em redes sociais como Xiaohongshu e Weibo, os equivalentes ao Instagram e ao Twitter: o veículo de comunicação de Xangai Kankan News reuniu alguns dos melhores em um vídeo.

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Essas divisórias ajudam a evitar a situação constrangedora de encontrar um conhecido e ter que cumprimentá-lo. Você se senta ali discretamente e come sem interação.

O veículo de comunicação de Xangai reúne depoimentos de profissionais da psicologia que explicam o fenômeno: a interação social é vista como arriscada em comparação com os chats, onde é possível editar ou apagar o que se diz; e essas mesas funcionam como um refúgio após a exposição social inevitável do trabalho, onde há a obrigação de ser simpático e sorrir por imposição social.

Para a juventude da sociedade chinesa, a interação social se tornou um fardo. O China Youth Daily entrevistou 2.000 pessoas entre 18 e 35 anos e o resultado foi contundente: 64% se sentem perdidos quando conhecem alguém offline. O percentual é ainda maior em uma pesquisa de 2023 com 1.438 chineses nascidos entre as décadas de 1980 e 2000: mais de 80% afirmaram sentir ansiedade nas interações sociais.

A revista Time colocou o fenômeno em perspectiva, porque ele vai muito além de preferir comer sozinho: a sociedade...

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