A internet transformou a maneira como a sociedade se comunica, trabalha e consome informação, facilitando a vida de bilhões de pessoas. No entanto, o mesmo ambiente que conecta também serve de esconderijo para crimes difíceis de rastrear. Em meio a um universo paralelo de anonimato e criptografia, o investigador Greg Squire, do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, se deparou com um dos casos mais complexos e perturbadores de sua carreira.
Imagens de uma menina de 12 anos, apelidada de Lucy, circulavam na dark web, uma camada oculta da internet que não pode ser acessada por navegadores e mecanismos de busca convencionais. Para que não fosse encontrado, o criminoso eliminou detalhes na imagem que pudessem revelar sua identidade ou localização. O que ele não esperava, portanto, é que uma simples parede de tijolos ao fundo das fotos fosse entregá-lo, desmontando o anonimato que ele acreditava ser absoluto.
Investigador busca pistas para encontrar vítima de abuso sexual
O trabalho de um investigador é, basicamente, analisar provas até que elas o levem até o criminoso. No caso que Greg Squire pegou, o ponto de partida da investigação era praticamente um beco sem saída. As imagens de abuso eram compartilhadas em fóruns criptografados, acessíveis apenas por softwares que dificultam o rastreamento de usuários. O criminoso, para se prevenir, fazia questão de cortar enquadramentos, borrar elementos da imagem e eliminar qualquer referência que pudesse denunciá-lo.
Mas ...
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