É uma daquelas lendas contadas tanto em saunas finlandesas quanto nos arranha-céus de Wall Street. Fala de avós que guardavam certificados empoeirados em seus armários de cozinha por décadas, e de donas de casa que, de repente, tinham mais capital do que o banco local. Mas, ao contrário de muitos contos de fadas do mercado de ações, esta história tem um fundo de verdade.
A cidade que compartilhou o nome
Para entender a história, é preciso viajar até onde tudo aconteceu: a cidade de Nokia, a cerca de 15 quilômetros a oeste de Tampere, na Finlândia. Muito antes de existir a palavra "smartphone", a empresa local Nokia era um conglomerado industrial clássico. Produzia papel, botas de borracha, pneus de carro, cabos e até papel higiênico.
Numa época em que a propriedade de ações não era documentada por aplicativo, mas por um certificado físico, era tradição em Nokia possuir ações da empresa local.
Muitos moradores recebiam ações como parte de sua remuneração, por herança ou simplesmente as compravam por orgulho local. Para as donas de casa da cidade, essas ações muitas vezes faziam parte do fundo de emergência da família, essencialmente uma reserva para tempos difíceis.
O Big Bang da telefonia móvel
No final da década de 1980, a Nokia estava à beira do colapso. A empresa era muito fragmentada e inflexível. Mas, sob a liderança de Jorma Ollila, o impossível aconteceu: a empresa se desfez de suas divisões de botas e pneus de borracha e apostou tudo em uma única carta na manga: o novo ...
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