A busca dessa integridade entre o corpo, a mente e o espírito proporcionado pelas práticas vindas do oriente não é um caminho simples."Não se trata de um conhecimento que pode ser resumido em um manual, mas de uma vivência e de um estudo que só podem ser conduzidos por pessoas preparadas para isso", alerta a professora Maria Ângela Soci, da Sociedade Brasileira de Tai-Chi Chuan e Cultura Oriental.
As vantagens para quem se aventura por esse conhecimento são muito grandes. "Pense, por exemplo, em um executivo cheio de responsabilidades, pressionado por todos os lados. Como ele poderia aproveitar esses conhecimentos em meio à correria? Simples: ele saberia manter a calma e acumular força física e espiritual para o que realmente precisa, sem se desgastar com coisas sem importância, e concentrando-se, antes de mais nada, em si mesmo", exemplifica a professora.
Ela recomenda que as pessoas interessadas procurem centros especializados, e se informem sobre a formação de seus mestres. "Não adianta nada seguir alguém que leu um livrinho, pensou que entendeu e saiu ensinando por aí. As diferentes filosofias orientais possuem linhagens em que o conhecimento é transmitido, e é preciso saber escolher, entre as linhagens, aquela mais adequada para cada um".
Uma boa dica para quem quer se informar é procurar, em sua cidade, os representantes das comunidades orientais, ou mesmo consulados, embaixadas e escolas, para saber onde buscar orientação.