No mundo agitado em que se vive hoje, todo mundo só quer ficar "zen". Mas o que será que isso significa, de verdade? Frieza? Distanciamento?"Nada disso", afirma a professora Maria Ângela Soci, da Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan e Cultura Oriental. "As práticas e téncnicas da filosofia oriental, entre elas o zen-budismo, procuram, justamente, conectar o ser humano ao meio ambiente, fazendo com que ele esteja apto a perceber as condições que o cercam e a interferir nelas, quando necessário", explica.
Segundo a professora, no entanto, esta conexão com o meio ambiente é feita de maneira diferente da que estamos acostumados, pois ela é feita dentro de uma busca permanente por harmonia e serenidade, e não pelo enfrentamento ou pela super-exposição dos sentimentos.
A professora também salienta que não se tratam de práticas místicas ou que exijam isolamento, e sim de momentos de reflexão que servem para fortalecer o indivíduo internamente. A diferença das artes e filosfias orientais para a visão ocidental é o fato de que elas não buscam a separação entre corpo e mente, e sim a harmonia entre os dois.
Essa visão totalizante do mundo proporciona, a quem pratica atividades tão variadas como a acupuntura, a meditação ou as artes marciais, "a integridade entre corpo, mente e espírito, além do equilíbrio e de uma grande capacidade de concentração e entendimento", explica Maria Ângela.