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Portugueses foram mortos e enterrados em praia no Ceará

Sexta, 24 de agosto de 2001, 16h35
Atualizado às 18h

Os seis empresários portugueses desaparecidos há 12 dias em Fortaleza, no Ceará, foram mortos por Luís Miguel Militão Guerreiro, português radicado no Brasil. Os corpos foram enterrados em uma barraca na parte velha da Praia do Futuro. Para cometer o assassinato, Guerreiro contou com a colaboração de três seguranças que trabalhavam para ele em uma boate.

Todos os seis corpos já foram encontrados. Os três seguranças envolvidos na trama foram levados à praia para indicar o local exato onde as vítimas haviam sido enterradas.

Preso ontem no Maranhão, Luís Miguel não havia confessado a autoria dos assassinatos até esta tarde. Ele confirmou que está envolvido com as mortes em depoimento à Polícia Federal. Disse ainda que sacou cerca de R$ 25 mil com o cartão de crédito dos portugueses. A PF encontrou R$ 15 mil com Guerreiro.

Os crimes foram cometidos por motivos financeiros. Sem dinheiro, Luís atraiu seus conterrâneos para uma cilada e os assassinou. Depois, começou a gastar o dinheiro das vítimas, fazendo compras com cartão de crédito e efetuando os saques.

Os seis portugueses assassinados e enterrados na Praia do Futuro, são António Correia Rodrigues, nascido em 26 de junho de 1959, em Freixianda, Ourém; Joaquim Manuel Pestana da Costa, nascido em 13 de outubro de 1952, em Arrentela, Seixal; Vítor Manuel Martins, nascido em 25 de julho de 1948, em São Brás de Alportel; Joaquim Fernandes Martins, nascido em 9 de janeiro de 1954, em Pombal; Joaquim Silva Mendes, nascido em 10 de maio de 1949, em Abiul, Pombal, e Manuel Joaquim Barros, nascido em 9 de abril de 1946, em Abiul, Pombal.

A embaixada de Portugal no Brasil informou que aguarda uma posição oficial da Polícia Federal para se pronunciar.

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Redação No Olhar

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