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Portugueses foram mortos a tiros e pauladas

Sexta, 24 de agosto de 2001, 18h28
Os seis empresários portugueses seqüestrados e assassinados em Fortaleza foram mortos a tiros e pauladas, segundo informou a Polícia Federal. A data precisa das mortes só será conhecida após a necropsia dos corpos, que já está sendo feita pelos legistas do IML de Fortaleza.

Os corpos foram encontrados empilhados sob uma lage de concreto, a cerca de dois metros de profundidade, na barraca Vela Latina, na Praia do Futuro, no Ceará.

Sete pessoas participaram do planejamento e execução do múltiplo homicídio, mas a autoria intelectual do crime é de Luís Miguel Guerreiro, o português que atraiu seus conterrâneos para a cilada. Em dificuldades financeiras, Luís Miguel planejou todo o golpe e também participou da autoria material, ajudando seus cúmplices a assassinar os empresários.

Quando foi preso, na quinta-feira, no interior do Maranhão, Luís Miguel tinha em seu poder R$ 15 mil, roubados das vítimas. Ao todo, segundo informações da Polícia Federal, Luís Miguel teria se apropriado de R$ 26 mil. Para isso, ele usou cartões de crédito tomados dos empresários.

O assassino já conhecia quatro das seis vítimas e sua decisão de cometer o crime foi tomada antes da chegada dos empresários ao Brasil. Em Portugal, os parentes do assassino ficaram surpresos com a frieza dos crimes, principalmente a seu pai, Carlos Guerreiro, que reside em Portugal. No dia 13, 24 horas após a chegada dos empresários ao Brasil, Luís Miguel falou com seu pai por telefone. Foi o último contato do assassino com seus familiares. Depois disso, ele desapareceu e só foi reencontrado na quinta-feira, ao ser preso.

Para cometer o crime, Luís Miguel contou com a cumplicidade de seu cunhado, Manoel Lourenço, também conhecido por Cláudio, e de mais cinco pessoas, entre os quais a Polícia Federal já identificou os seguranças conhecidos como Raimundo, José Olavo e Jurandir.

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Redação No Olhar

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