Atualizado às 15h40O português radicado no Brasil Luis Miguel Militão Guerreiro, 31, suspeito pelo desaparecimento de seis portugueses há 12 dias em Fortaleza (CE), está prestando depoimento na tarde de hoje na Polícia Federal (PF) em Teresina, no Piauí. Segundo o delegado que cuida do caso, a PF trabalha atualmente com duas hipóteses: "seqüestro consensual", ou seja, envolvendo algum interesse comum entre raptor e reféns, e seqüestro.
A polícia informou que ele comprou uma jóia no shopping Aldeota, em Fortaleza, no valor de R$ 3 mil, usando o cartão de crédito do filho de um dos portugueses.
Guerreiro foi preso, junto com sua mulher, a brasileira Maria Cavalcante, num sítio em Barra do Corda, a 400 quilômetros de São Luís, no Maranhão, na noite de quinta-feira. O suspeito será transferido ainda hoje para Forteleza, mas o horário ainda não foi confirmado.
Uma garota de programa supostamente envolvida no caso também está detida na capital cearense. O suspeito foi buscar o grupo no aeroporto quando eles chegaram ao Brasil. Até agora não há pistas sobre o paradeiro dos portugueses.
Manoel Joaquim Barros, 55; Joaquim Fernandes Martins, 57; Vitor Manuel Martins, 53; Joaquim Silva Mendes, 52; Antônio Correia Rodrigues, 42; e Joaquim Manoel Pestana da Costa, 49, deveriam ter voltado na última segunda-feira para Lisboa, mas não compareceram ao embarque. De acordo com o consulado de Portugal, já foram retirados R$ 25 mil das contas bancárias do grupo.
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