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Silvia Buarque fala sobre câncer de mama e cirurgias: 'Vai me acompanhar para sempre'

Após enfrentar um segundo câncer de mama e passar por seis cirurgias, a atriz conta por que decidiu compartilhar sua história e deixa uma mensagem de esperança para outras mulheres

4 ago 2026 - 14h10
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Depois de anos vivendo o tratamento de forma reservada, Silvia Buarque decidiu compartilhar uma das experiências mais marcantes de sua vida. A atriz revelou que enfrentou um segundo câncer de mama, passou por seis cirurgias ao longo de três anos e meio e escolheu tornar pública sua história para acolher outras mulheres que vivem o mesmo desafio.

Silvia Buarque revela detalhes do tratamento do segundo câncer de mama, fala sobre mastectomia e a importância de pedir ajuda 
Silvia Buarque revela detalhes do tratamento do segundo câncer de mama, fala sobre mastectomia e a importância de pedir ajuda
Foto: Reprodução/YouTube / Bons Fluidos

Aos 57 anos, Silvia contou que recebeu o diagnóstico oito anos após tratar um primeiro câncer de mama, identificado em 2014. Na época, a doença foi controlada com a retirada do tumor e sessões de radioterapia. Já o segundo episódio exigiu uma decisão mais radical: a realização de uma mastectomia dupla seguida de reconstrução mamária.

Um exame de rotina mudou tudo

A descoberta aconteceu durante uma mamografia de acompanhamento. O exame apontou a presença de microcalcificações na outra mama. Embora muitas alterações desse tipo sejam benignas, a biópsia confirmou que, no caso da atriz, elas eram malignas. Diante do histórico e da avaliação da equipe médica, formada por ginecologista, mastologista e oncologista, Silvia optou pela retirada das duas mamas.

Em entrevista ao programa 'Conversa vai, conversa vem', ela relembrou que o momento mais difícil foi o período de incerteza até a confirmação do diagnóstico. "O pior é isso: o não diagnóstico, a espera, a expectativa, o medo". 

Ao todo, foram seis cirurgias. Segundo a atriz, parte desse processo ocorreu porque a radioterapia realizada anos antes deixou a pele mais sensível, dificultando a reconstrução da mama e exigindo novos procedimentos.

Quando compartilhar também vira uma forma de cuidar

Silvia conta que, inicialmente, não pretendia falar publicamente sobre a doença. A decisão mudou quando percebeu o impacto positivo que sua história teve sobre a atriz Marina Vianna, que atualmente enfrenta o câncer de mama.

Ao visitá-la durante o período de recuperação, a amiga revelou que encontrava força ao vê-la atravessar aquele momento. "Ela me disse que a ajudei muito. Me deu a dimensão de como eu podia ser um farol para alguém. Quando fui fazer a mastectomia dupla, eu não tinha ninguém para conversar". Foi então que a atriz compreendeu a importância de dividir sua experiência para acolher mulheres que passam pelo mesmo processo e, muitas vezes, se sentem sozinhas.

O trabalho como parte da recuperação

Mesmo durante o tratamento, Silvia não interrompeu completamente sua carreira. Entre uma cirurgia e outra, participou das séries Impuros e Betinho - No Fio da Navalha, além dos filmes Entre os Dias e O que Resta de Nós. Ela também produziu e estrelou a peça A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe, espetáculo que considera fundamental para atravessar aquele período.

Segundo a atriz, mergulhar na arte ajudou a preservar sua saúde emocional. "Não teria produzido essa peça se não estivesse vivendo tudo isso. A vida me devolveu."

Autoestima e reconstrução

Silvia também falou sobre os desafios emocionais da mastectomia. Durante o tratamento, buscou referências de outras mulheres que haviam passado pela mesma experiência e encontrou inspiração na atriz Angelina Jolie, que realizou uma mastectomia preventiva em 2013. "Ela virou minha musa. O fato de uma das mulheres mais bonitas do mundo ser mastectomizada dava um certo alento."

Ela destacou ainda que tanto os planos de saúde quanto o Sistema Único de Saúde (SUS) garantem a reconstrução mamária após a mastectomia, um direito importante para mulheres que desejam realizar o procedimento.

Pedir ajuda faz diferença

Ao comparar os dois momentos em que enfrentou a doença, Silvia afirma que lidou de forma muito diferente com o segundo diagnóstico. Enquanto o primeiro provocou um intenso abalo emocional, desta vez ela conseguiu manter a rotina, seguir trabalhando e contar com uma rede de apoio formada por familiares, amigos e profissionais de saúde.

Segundo a atriz, a psicoterapia também teve papel importante nesse processo, assim como o carinho da filha e das pessoas próximas. Ela reconhece que pedir ajuda nunca foi fácil, mas aprendeu que esse apoio faz toda a diferença durante a recuperação.

"Tem vida durante e depois"

Ao encerrar o relato, Silvia deixou uma mensagem de esperança para quem está enfrentando o câncer de mama. "Passa. Não é um bicho de sete cabeças. O câncer de mama é um dos mais tratáveis e curáveis. Tem vida durante e depois. Não deixem de pedir ajuda."

Seu depoimento reforça a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento médico e do suporte emocional ao longo do tratamento. Também mostra que dividir experiências pode oferecer acolhimento, reduzir o sentimento de isolamento e lembrar outras mulheres de que elas não precisam enfrentar esse caminho sozinhas.

Bons Fluidos
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