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Saúde realiza mutirão voltado à saúde das mulheres neste fim de semana; quem pode participar?

Ação ofertará consultas, exames, cirurgias e a colocação de método contraceptivo de longa duração

20 mar 2026 - 18h47
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Centenas de hospitais públicos, privados e filantrópicos de todas as regiões do Brasil vão realizar, neste sábado, 21, e domingo, 22, atendimentos médicos relacionados à saúde da mulher.

Segundo o Ministério da Saúde, o mutirão inclui consultas, exames e cirurgias em diversas especialidades, como cardiologia, ginecologia, oncologia e oftalmologia, e é o maior do tipo da história do Sistema Único de Saúde (SUS).

Serão oferecidos exames como tomografias, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias, necessários para a definição de condutas médicas.

Em relação às cirurgias, estão previstos procedimentos como histerectomia, reconstrução mamária, retirada de tumor no útero e laqueadura, e cirurgias gerais, como catarata, tratamento de varizes e retirada de hérnia, vesícula e tumores de pele.

Na ocasião, também devem ocorrer 3,8 mil procedimentos para colocação gratuita do Implanon, método contraceptivo subdérmico com até 3 anos de duração. "Na rede privada, ele chega a custar cerca de R$ 4 mil", destaca Alexandre Padilha, ministro da Saúde, em comunicado à imprensa.

Como participar?

Segundo ministério, a ação é voltada para pacientes que já estavam na fila do SUS e foram previamente agendadas pelas secretarias municipais ou estaduais de Saúde.

Ou seja, mulheres que já aguardavam por cirurgias, exames ou consultas especializadas foram selecionadas e terão os atendimentos concentrados no mutirão. Segundo a pasta, essas pacientes foram comunicadas com antecedência e receberam orientações sobre data, horário e local.

Participam da ação Santas Casas e outras instituições filantrópicas em vários estados brasileiros. Também estão envolvidos os seis hospitais federais, os institutos nacionais de Cardiologia (INC), de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e de Câncer (INCA), além dos 45 hospitais universitários federais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculados ao Ministério da Educação (MEC) e localizados em 25 estados.

Transporte gratuito

Para evitar ausências, o governo vai oferecer transporte gratuito para pacientes que vivem em áreas mais distantes dos locais de atendimento. A medida foi viabilizada por uma parceria entre o ministério e o aplicativo de mobilidade urbana 99. Ao todo, serão disponibilizados 73 mil vouchers de deslocamento, de ida e volta, no valor de até R$ 150.

Os cupons poderão ser usados entre os dias 20 e 23 de março, em 40 cidades, incluindo 21 capitais. A distribuição dos vouchers será feita pelas secretarias de Saúde locais e a expectativa é beneficiar mais de 36 mil pacientes.

O ministério também vai oferecer transporte e hospedagem gratuitos para mulheres indígenas que vivem em áreas de difícil acesso, longe dos centros urbanos. O acolhimento será feito nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casais).

"A ação de apoio e acolhimento busca reduzir desigualdades históricas no acesso à saúde e fortalecer o cuidado integral, respeitando as especificidades culturais e territoriais", cita a pasta, em comunicado.

Os atendimentos desse público vão ocorrer em hospitais universitários da Ebserh próximos a territórios indígenas, em cidades como Boa Vista (RR), Brasília (DF), Goiânia (GO), Manaus (AM), Belém (PA), São Luís (MA), Maceió (AL), Macapá (AP), Cuiabá (MT), Araguaína (TO), Campo Grande (MS) e Dourados (MS).

Estadão
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