Enfisema pulmonar tem cura? Entenda a doença revelada por Pedro Bial
Apresentador, de 68 anos, contou que convive com um enfisema pulmonar considerado pequeno e relacionou o problema aos anos em que fumou
Pedro Bial, de 68 anos, revelou que convive com um enfisema pulmonar, doença respiratória que pode estar relacionada ao tabagismo. A declaração foi feita em entrevista à revista GQ, na qual o apresentador também falou sobre o período em que fumava e sobre as mudanças que adotou na rotina depois de abandonar o cigarro aos 50 anos.
Bial contou que era um fumante intenso e afirmou que o hábito deixou consequências para sua saúde. “Eu era um fumante bravo”, declarou. Em outro momento da entrevista, resumiu o arrependimento pelo período em que manteve o vício: “A minha vida é feita de arrependimento. Eu sou um arrependimento ambulante”.
A revelação levantou uma dúvida comum: afinal, enfisema pulmonar tem cura?
O enfisema é uma alteração que afeta os alvéolos, pequenas estruturas dos pulmões responsáveis pelas trocas de oxigênio e gás carbônico. Com a destruição das paredes dessas estruturas, os pulmões perdem parte da elasticidade e passam a ter mais dificuldade para eliminar o ar.
A condição faz parte da doença pulmonar obstrutiva crônica, conhecida como DPOC. O Ministério da Saúde explica que a DPOC é caracterizada por uma limitação crônica do fluxo de ar e está associada a uma resposta inflamatória provocada pela inalação de partículas ou gases nocivos.
O tabagismo é o principal fator de risco, embora a exposição prolongada à poluição, fumaça, poeira e determinadas substâncias químicas também possa contribuir para o desenvolvimento da doença.
O enfisema pulmonar não tem cura atualmente, porque os danos estruturais causados nos alvéolos não são reversíveis. Isso, porém, não significa que a doença não possa ser controlada.
De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem aliviar os sintomas e ajudar a interferir na evolução do quadro. A orientação do Ministério da Saúde também classifica a DPOC como uma doença tratável, mas ainda incurável.
O principal objetivo é preservar a função pulmonar que ainda existe, reduzir sintomas e evitar ou diminuir a frequência das crises.
Abandonar o cigarro é uma das medidas mais importantes para quem tem enfisema relacionado ao tabagismo. Parar de fumar não recupera os alvéolos que já foram destruídos, mas interrompe a exposição contínua à fumaça e pode ajudar a reduzir a progressão da doença. O Ministério da Saúde destaca a suspensão do tabagismo como a única medida comprovadamente eficaz para reduzir a progressão da DPOC.
No caso de Bial, ele afirmou ter deixado o cigarro aos 50 anos e, desde então, passou a adotar hábitos mais voltados para a saúde.
Quais são os sintomas do enfisema?
Nas fases iniciais, o enfisema pode apresentar poucos sintomas. Por isso, algumas pessoas podem atribuir sinais como falta de ar ao envelhecimento, ao sedentarismo ou à falta de condicionamento físico.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- falta de ar, principalmente durante esforços;
- tosse persistente;
- chiado no peito;
- cansaço;
- aumento da produção de catarro;
- dificuldade para realizar atividades físicas.
Em quadros mais avançados, a falta de ar pode aparecer mesmo durante atividades simples ou em repouso.
A investigação começa com a avaliação médica dos sintomas e do histórico de tabagismo ou de exposição a outras substâncias que possam prejudicar os pulmões.
A espirometria é um dos exames utilizados para avaliar a função pulmonar. Exames de imagem, como radiografia e tomografia computadorizada do tórax, também podem ser solicitados de acordo com a suspeita clínica.
O tratamento depende da gravidade da doença e das características de cada paciente. Pode envolver medicamentos inalados, principalmente broncodilatadores, além de outras medicações quando indicadas.
A reabilitação pulmonar e a prática de atividade física orientada também podem fazer parte da estratégia de tratamento. Em situações mais graves e específicas, existem procedimentos cirúrgicos e até transplante pulmonar para determinados pacientes.
Manter a vacinação em dia também é importante, já que infecções respiratórias podem agravar os sintomas em pessoas com enfisema e DPOC.
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