Cortes na ajuda internacional poderiam levar a milhões de mortes evitáveis
Segundo estudo no The Lancet Global Health, cortes na ajuda internacional podem causar até 22,6 milhões de mortes evitáveis até 2030, afetando sobretudo os mais vulneráveis, incluindo 5,4 milhões de crianças. Analisando 93 países entre 2002 e 2021, a pesquisa mostrou que os investimentos reduziram a mortalidade geral em 23% e a infantil em 39%, além de conter fatalidades por HIV, malária e desnutrição. Reduções orçamentárias ameaçam reverter décadas de avanços globais em saúde e desenvolvimento.
23 de setembro de 2026 (Bibliomed). A redução do financiamento internacional para saúde e desenvolvimento pode interromper décadas de avanços e provocar milhões de mortes evitáveis até 2030, segundo estudo publicado no The Lancet Global Health.
A pesquisa analisou dados de 93 países de baixa e média renda entre 2002 e 2021. Nesse período, maiores investimentos em assistência internacional estiveram associados à queda de 23% na mortalidade geral e de 39% nas mortes de crianças menores de 5 anos.
Os benefícios foram especialmente expressivos no combate a doenças preveníveis. A ajuda internacional esteve relacionada a reduções estimadas de 70% nas mortes por HIV/AIDS, 56% por malária, 56% por deficiências nutricionais e 54% por doenças tropicais negligenciadas. Também houve diminuição de óbitos por tuberculose, diarreia, infecções respiratórias e complicações maternas e perinatais.
Caso ocorram cortes severos, os pesquisadores estimam até 22,6 milhões de mortes adicionais até 2030, incluindo 5,4 milhões de crianças pequenas. Mesmo com reduções mais moderadas, o número de mortes extras poderia chegar a 9,4 milhões.
Os resultados mostram que interromper esse apoio pode afetar principalmente as populações mais vulneráveis.
Fonte: The Lancet Global Health. DOI: 10.1016/S2214-109X(26)00008-2.
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