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Como evitar a ressaca? Confira as dicas para se sentir melhor se exagerou na bebida no réveillon

Nas festas de fim de ano, é comum exagerar na bebida, mas é possível evitar o desconforto no dia seguinte com a adoção de alguns hábitos

1 dez 2023 - 05h11
(atualizado em 1/1/2023 às 14h17)
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Para muitas pessoas, as festas de fim de ano são acompanhadas pela ressaca no dia seguinte, o que inclui dores de cabeça intensas, enjoo, boca seca, cansaço, tontura e sonolência. É uma sensação de mal-estar generalizado. Mas há formas de evitar o desconforto.

Segundo Alexandre Sakano, médico gastroenterologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), a recomendação é intercalar a bebida alcoólica com a ingestão de água. Ele explica que os sintomas da ressaca estão associados com a desidratação do organismo, por isso é importante se manter bem hidratado. "Beber água junto com a bebida alcoólica é fundamental para que a pessoa não tenha uma embriaguez muito intensa, mas também para evitar a ressaca", diz.

É preciso se atentar à velocidade de consumo. "É importante manter um ritmo que não extrapole a tolerância do organismo", recomenda o médico. Isso porque beber rápido demais pode sobrecarregar o fígado, que não consegue metabolizar toda a quantidade de álcool ingerida e faz com que toxinas fiquem em circulação pelo organismo por mais tempo.

Comer bem também pode ajudar. "Em especial aqueles alimentos de digestão mais fácil", aconselha. "Temos a tendência a comer alimentos gordurosos junto com a bebida alcoólica. Esses alimentos têm digestão mais difícil e absorção mais lenta", diz. O que acontece, conforme o médico explica, é que essa má absorção pode levar a níveis baixos de açúcar no sangue - a hipoglicemia -, que agrava os sintomas da embriaguez e da ressaca.

Por isso, a indicação é combinar o consumo de álcool com a ingestão de carboidratos de fácil digestão, como pães e arroz. Carnes mais leves também podem ser consumidas. "Quando você se alimenta durante o consumo de bebidas alcóolicas, você diminui a absorção do álcool para absorver os alimentos. E isso é positivo. Ao absorver menos álcool, os efeitos da embriaguez e da ressaca são amenizados."

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  • Efeitos a longo prazo

    Os efeitos da ressaca costumam durar pouco tempo: no máximo entre um ou dois dias. No entanto, quando o uso do álcool é feito de forma crônica, as complicações podem ser maiores do que apenas enjoo e dores de cabeça. Sakano explica que o álcool em excesso pode prejudicar as células do fígado e impedir que o órgão execute sua correta função.

    Essa situação pode levar ao acúmulo de gordura no fígado - chamado de esteatose -, que também pode ser desencadeado por outros fatores, como obesidade, alimentação pouco balanceada e níveis elevados de colesterol. "Tudo isso faz com que o fígado acumule um pouco mais de gordura", diz o médico. Nas fases mais avançadas, o resultado pode ser uma cirrose, quando o fígado perde por completo sua função e a solução é o transplante.

    É por isso que o consumo de bebidas alcoólicas não é recomendado para aqueles com problemas hepáticos. "Nessas pessoas, os efeitos do álcool chegam em todos os órgãos que o fígado protegeria com sua função de metabolização", explica.

    Crenças populares: elas funcionam?

    Quando a ressaca aparece, não faltam recomendações que prometem amenizar o mal-estar. Há quem diga que tomar um café bem forte pode melhorar o desconforto causado pela ressaca. Ou então que chá de gengibre e suco de tomate são ótimos para quem quer se livrar rapidamente dos sintomas. Mas há ressalvas quanto a isso, conforme alerta Karina Dantas, nutricionista e docente da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

    Segundo a nutricionista, tomar café pode até ajudar a despertar o indivíduo, visto que a sonolência é um sintoma comum da ressaca. "Mas com a ressaca, de forma direta, talvez não tenha efeitos tão positivos", explica. De acordo com ela, o café pode piorar o estado de desidratação causado pelas bebidas alcoólicas. Por isso, é mais recomendado investir no consumo de bebidas como água, que vão fornecer maior grau de hidratação, do que no café.

    O uso de remédios também costuma ser indicado por algumas pessoas. Sakano explica que esses medicamentos que prometem curar a ressaca são, em geral, ácidos acetilsalicílicos, que ajudam a tratar quadros de dor e inflamação. Alguns também são antiácidos, que protegem o estômago e podem ajudar na azia comum da ressaca e na absorção do intestino.

    Mas é preciso tomar cuidados. O paracetamol, por exemplo, que é utilizado para reduzir dor e febre, não é indicado para ressaca. Isso porque ele pode sobrecarregar ainda mais o fígado.

    Por isso, ele pondera que o melhor caminho para lidar com a ressaca é apostar no simples: fazer uma boa alimentação, beber bastante água e repouso. Dessa forma, é possível adquirir os mesmos benefícios dos medicamentos sem que seja necessário fazer uso deles.

    O que fazer quando o mal-estar da ressaca aparece?

    • Coma bem. Estar bem alimentado é fundamental para a recuperação. Dê preferência às sopas, legumes, verduras, carnes magras, cereais e proteínas.
    • Invista em frutas e sucos naturais. As frutas são ótimas opções para aumentar os níveis de glicose e consumir nutrientes ao mesmo tempo. Elas podem ajudar a aliviar as dores de cabeça e a melhorar a disposição.
    • Evite alimentos gordurosos. Além do fígado, intestino e estômago também ficam sobrecarregados com o excesso de álcool. Por isso, o melhor é evitar alimentos muito gordurosos e investir em uma alimentação leve, com nutrientes e de fácil digestão.
    • Beba água. O álcool é responsável pela desidratação do corpo. Assim, beber bastante água pode ajudar a amenizar o mal-estar. Você também pode optar por água de coco ou isotônicos, mas lembre-se: a melhor forma para hidratar o corpo é bebendo água.
    • Descanse. Dar tempo para que o corpo possa se recuperar da noite anterior é um passo essencial para melhorar a ressaca. Por isso, evite muitos esforços e o recomendado é não ingerir bebidas alcoólicas nesse momento de recuperação.
    Estadão
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