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Ana Furtado modera painel com pesquisa inédita no TJCC

16 set 2025 - 06h14
(atualizado às 17h15)
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Foto: Divulgação

A apresentadora Ana Furtado será uma das protagonistas da 12ª edição do Congresso Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), que acontece em São Paulo no dia 16 de setembro. Recuperada de um câncer de mama e atualmente conselheira do Instituto Vencer o Câncer (IVOC), ela irá moderar um painel dedicado ao câncer de bexiga avançado, um dos tipos menos discutidos no país, mas que afeta milhares de brasileiros a cada ano.

O debate marca a divulgação de uma pesquisa inédita da Merck, realizada pelo IVOC, em parceria com o Núcleo de Pesquisa do IBCC Oncologia, que investigou as experiências de pacientes com a doença. O estudo analisou como homens e mulheres enfrentam os desafios físicos, emocionais e sociais durante o tratamento, além de apontar caminhos que podem melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que, entre 2023 e 2025, o Brasil registre 11.370 novos casos anuais de câncer de bexiga, sendo 7.870 em homens e 3.500 em mulheres. Apesar dos números, a condição ainda é pouco debatida fora dos círculos médicos, reforçando a importância de trazer o tema para a agenda pública.

“É gratificante poder usar o meu nome e o meu alcance para reforçar a importância da qualidade de vida dos pacientes oncológicos brasileiros, ajudando a ampliar o debate público e a despertar a atenção para uma necessidade urgente de informação e conscientização”, afirma Ana Furtado.

O painel terá abertura conduzida pelo oncologista Dr. Fernando Maluf e contará com especialistas que aprofundarão a análise dos resultados da pesquisa. Entre eles estão o médico Dr. Felipe Cruz, pesquisador principal do estudo; a oncologista Suelen Martins; e a nutricionista clínica Narjara Leite, doutora em Ciências da Saúde.

A discussão busca jogar luz sobre um câncer que, embora comum no sistema urinário, permanece cercado por desconhecimento e preconceito. Para os especialistas, entender as dificuldades enfrentadas pelos pacientes é um passo fundamental para propor melhorias no cuidado e no suporte oferecido.

Com a mediação de uma figura pública que viveu de perto a experiência oncológica, a expectativa é que o debate ultrapasse o ambiente científico e alcance a sociedade em geral. A mensagem central é clara: falar sobre câncer de bexiga é urgente e necessário para reduzir estigmas, promover diagnóstico precoce e garantir qualidade de vida a quem enfrenta a doença.

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