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Erro de medição na Maratona de Edmonton gera frustração e ameaça índices para Boston

Percurso da maratona e da meia foi 674,7 metros mais longo; B.A.A. não aceitará tempos recalculados para a qualificação

21 ago 2026 - 14h22
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Resumo
A organização da Maratona de Edmonton admitiu um erro que deixou as provas de maratona e meia maratona 674,7 metros mais longas devido a um desvio de obras. A falha prejudicou corredores que buscavam qualificação para a Maratona de Boston, já que a Boston Athletic Association confirmou que considerará apenas os tempos oficiais registrados, sem recalcular a distância excedente, impedindo que atletas que perderam o índice pelo acréscimo compensem o prejuízo.

Um erro de medição na Maratona de Edmonton, no Canadá, transformou a prova do último domingo (16) em motivo de frustração para corredores que buscavam recordes pessoais e índices para a Maratona de Boston. A organização admitiu que os percursos da maratona e da meia maratona estavam 674,7 metros mais longos que as distâncias oficiais. A prova também recebeu o Campeonato Canadense de Meia Maratona.

Largada da Maratona de Edmonton Foto: Servus Edmonton Marathon
Largada da Maratona de Edmonton Foto: Servus Edmonton Marathon
Foto: Divulgação / Contra-Relógio

As primeiras reclamações surgiram logo após a chegada. Muitos corredores registraram distâncias acima do previsto em seus relógios, com atletas da meia maratona relatando marcas entre 21,9 km e 22,1 km. Entre eles estava o canadense Rory Linkletter, campeão da prova e defensor do título nacional, que afirmou ter percebido que havia algo errado ainda durante a corrida.

Inicialmente, a organização descartou a possibilidade de erro e atribuiu as diferenças aos aparelhos de GPS dos corredores. Também defendeu que o percurso havia sido medido e certificado de acordo com os procedimentos oficiais. A pressão dos atletas, porém, levou a uma nova análise da medição.

Na terça-feira, o diretor da prova, Tom Keogh, reconheceu o erro e pediu desculpas. Segundo a organização, um desvio provocado por obras na região da Wellington Bridge acrescentou distância ao percurso, e o ajuste feito no ponto de retorno no trecho oeste não compensou integralmente o desvio. O resultado foi um acréscimo líquido de 674,7 metros tanto na maratona quanto na meia.

O caso ganhou uma dimensão ainda maior por envolver corredores que buscavam a qualificação para Boston. A Boston Athletic Association (B.A.A.) confirmou que não fará cálculos para corrigir os tempos oficiais em razão da distância excedente. A entidade mantém a regra de considerar o tempo oficial registrado na prova, sem ajustes posteriores.

Isso significa que um corredor que não atingiu o índice com seu tempo oficial não poderá simplesmente descontar os metros adicionais e apresentar um tempo recalculado à B.A.A. Por outro lado, quem atingiu o índice com o tempo oficial registrado em Edmonton poderá utilizá-lo no processo de qualificação, segundo a própria entidade.

Para a edição de 2027, a janela de inscrição para Boston será de 14 a 18 de setembro de 2026. A B.A.A. exige que os tempos de qualificação sejam obtidos em percursos certificados e utiliza o tempo líquido oficial (chip time) para a análise dos resultados.

O episódio deixa, portanto, um alerta para organizadores e corredores: em provas nas quais segundos podem definir um índice, um erro de medição de centenas de metros não é um detalhe técnico. No caso de Edmonton, a própria organização reconheceu que os resultados não refletiram adequadamente o desempenho dos participantes e informou que trabalha com a Athletics Canada e outros parceiros para avaliar como os resultados deste ano poderão ser reconhecidos.

Contra-Relógio
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