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Nova droga que retoma produção de insulina é desenvolvida

Drogas podem induzir as células produtoras de insulina a se regenerarem em uma taxa de 5 a 8% por dia

7 jan 2019
10h59
atualizado às 12h49
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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 11 pessoas no mundo têm diabetes. Só no Brasil, entre 2006 e 2016, segundo o Ministério da Saúde, houve um aumento de 60% no diagnóstico da doença. Embora o acesso ao tratamento da diabetes esteja cada vez mais fácil, ainda não existe uma cura para a doença.

Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Getty Images / Minha Vida

Contudo, a ciência está cada vez mais próxima da descoberta de uma cura para o diabetes. Recentemente, pesquisadores americanos desenvolveram um coquetel de drogas capaz de induzir as células produtoras de insulina a se regenerarem em uma taxa de 5 a 8% por dia. A pesquisa foi publicada no periódico Journal Cell Metabolism.

"Foi a primeira vez que conseguimos ver taxas de replicação de células beta suficientes para tratar a doença. O próximo grande obstáculo é descobrir como entregar essas drogas diretamente ao pâncreas", afirma Andrew F. Stewart, principal autor do estudo.

Anteriormente, a equipe de investigadores já havia identificado uma pequena molécula que poderia aumentar a taxa de proliferação de células beta de 1,5 a 3%. Porém, após novas análises e com a adição de uma nova molécula as taxas aumentaram em média 2,5%.

As principais — e mais frequentes — divisões do diabetes são: Tipo 1 e Tipo 2. No diabetes tipo 1, o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo com que nossos anticorpos ataquem as células que produzem a esse hormônio. Já no tipo 2, existe uma combinação de dois fatores — a diminuição da secreção de insulina e um defeito na sua ação, conhecido como resistência à insulina.

Apesar dos dois tipos terem suas diferenças, inclusive no tratamento, estudos recentes indicam que o diabetes tipo 1 e tipo 2 compartilham uma característica relevante: uma diminuição no suprimento de células beta produtoras de insulina.

Desta forma, uma nova combinação das drogas trataria ambos os tipos. As descobertas mostram que a combinação de fármacos funciona em células beta que cresceram a partir de células estaminais humanas e de pessoas com diabetes tipo 2.

O que é diabetes?

O diabetes é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos, causando um aumento da glicose (açúcar) no sangue.

O diabetes acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo, ou porque este hormônio não é capaz de agir de maneira adequada (resistência à insulina).

A insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar que está presente no sangue possa penetrar dentro das células, para ser utilizado como fonte de energia. Portanto, se houver falta desse hormônio, ou mesmo se ele não agir corretamente, haverá aumento de glicose no sangue e, consequentemente, o diabetes.

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