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Insônia aumenta o risco de depressão? Saiba mais

Várias noites mal dormidas podes ser uma porta de entrada para a doença que é considerada o mal do século

5 out 2026 - 19h15
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Resumo
Estudos científicos revelam que a privação do sono é um fator de risco significativo para a saúde mental. Uma pesquisa publicada na revista Nature apontou que dormir menos de cinco horas amplia as chances de desenvolver depressão, enquanto cientistas norte-americanos comprovaram que a perda de sono reduz o humor positivo e eleva a ansiedade. O problema afeta o bem-estar emocional e agrava o combate à depressão, transtorno que atinge 300 milhões de pessoas no mundo e cerca de 5,8% dos brasileiros.

Depois de uma noite se revirando de um lado para o outro na cama, com insônia, muita gente espera acordar com mau humor e cansaço. Porém, o problema - de uma ou várias noites mal dormidas - pode ser uma porta de entrada para a doença que é considerada o mal do século: a depressão. Pesquisadores da University College London concluíram que dormir menos de cinco horas pode afetar, e muito, a saúde mental.

estudos mostram como a insônia pode estar ligada à depressão
estudos mostram como a insônia pode estar ligada à depressão
Foto: f tirachardz / Freepik / Bons Fluidos

Pesquisa publicada na revista científica Nature mostra que pessoas que dormem pouco têm maiores chances de desenvolver quadros depressivos. Foram analisados 7.240 indivíduos que têm, em média, 60 anos.

Sono e depressão

Um outro estudo, realizado nos Estados Unidos, também faz este paralelo entre noites mal dormidas e mau humor. "Descobrimos que todas as formas de perda de sono - privação total de sono, perda parcial de sono e fragmentação do sono - resultaram em mudanças emocionais. O efeito mais forte e consistente foi que a perda de sono reduziu o humor positivo", disse Cara Palmer, diretora do Laboratório de Sono e Desenvolvimento da Universidade Estadual de Montana, em Bozeman.

"Também descobrimos que a perda de sono aumentava a sensação de ansiedade", disse a pesquisadora. "Ao vivenciar eventos emocionais, as pessoas também eram mais propensas a relatar reações diferentes do que as pessoas que estavam bem descansadas".

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença atinge mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades no mundo. No Brasil, a estimativa é que 5,8% da população seja afetada pelo transtorno.

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