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Intestino irritado? Veja quais alimentos podem piorar os sintomas

Alguns alimentos podem irritar o intestino e causar gases, dor abdominal e diarreia. Veja quais são os principais vilões e quando buscar ajuda médica.

2 jun 2026 - 13h09
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O funcionamento do intestino está diretamente ligado à alimentação. Em muitos casos, sintomas como gases, estufamento e alteração no hábito intestinal não acontecem por acaso, mas por causa da ingestão frequente de alimentos que irritam o sistema digestivo.

Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

Segundo a coloproctologista Aline Amaro, os ultraprocessados estão entre os principais responsáveis por esse desconforto. "Os principais responsáveis pela irritação intestinal são os alimentos ultraprocessados, ricos em conservantes, corantes, emulsificantes, aditivos químicos, gordura saturada e açúcar refinado, como embutidos, salgadinhos industrializados, fast food, refrigerantes e doces", explica a médica.

Ultraprocessados desequilibram o intestino

Esses alimentos podem alterar a microbiota intestinal, que é formada por bactérias benéficas importantes para a digestão, a imunidade e o equilíbrio do organismo. Quando esse conjunto é prejudicado, os efeitos aparecem rápido.

"Esses componentes desequilibram a microbiota intestinal. Quando esse equilíbrio é prejudicado, surgem sintomas como estufamento, excesso de gases, digestão lenta, dor abdominal e alterações no hábito intestinal, com episódios de constipação ou diarreia", afirma a especialista.

Além disso, muitos ultraprocessados têm baixo teor de fibras. Isso dificulta a formação adequada do bolo fecal e compromete a regularidade da evacuação.

O álcool também pode irritar

O consumo de bebidas alcoólicas merece atenção quando o assunto é intestino. De acordo com a coloproctologista, o álcool irrita diretamente o trato digestivo e pode favorecer processos inflamatórios.

"O álcool irrita diretamente a mucosa do trato digestivo, aumenta a permeabilidade intestinal e desencadeia um processo inflamatório local, ao mesmo tempo em que desidrata o organismo, endurecendo as fezes e dificultando a evacuação", explica Aline Amaro.

Esse efeito pode fazer com que muitas pessoas sintam o intestino "descompensado" depois de exageros. Em alguns casos, o esforço para evacuar ainda pode agravar hemorroidas e fissuras anais.

Outros alimentos que merecem cuidado

Além dos ultraprocessados e do álcool, outros itens também podem causar desconforto em pessoas mais sensíveis. Entre eles estão frituras, alimentos muito gordurosos, comidas apimentadas, cafeína em excesso, leite e derivados em casos de intolerância à lactose, além de adoçantes artificiais como sorbitol e manitol.

Esses alimentos podem estimular o intestino de forma exagerada e provocar gases ou diarreia. Mas a resposta varia bastante de pessoa para pessoa.

Cada corpo reage de um jeito

A médica lembra que nem todo alimento causa o mesmo efeito em todo mundo. Enquanto algumas pessoas sentem sintomas logo após certas refeições, outras toleram os mesmos alimentos sem dificuldade.

Por isso, observar os sinais do próprio corpo é fundamental. Identificar o que piora o desconforto ajuda a ajustar a rotina alimentar de forma mais individualizada.

Quando procurar ajuda

Nem toda alteração intestinal é motivo de alarme, mas alguns sinais precisam de atenção. Sintomas persistentes podem indicar que algo não vai bem no sistema digestivo.

"Desconforto frequente, mudança importante no hábito intestinal, dor abdominal recorrente, distensão frequente, sangramento nas fezes ou perda de peso sem explicação nunca devem ser tratados como normais e exigem avaliação médica", afirma a especialista.

Como proteger o intestino

Para manter a saúde intestinal, a recomendação é apostar em uma alimentação mais natural, rica em fibras, frutas e verduras, além de beber bastante água. Também vale reduzir o consumo de ultraprocessados e prestar atenção aos sintomas do corpo.

"Priorizar uma alimentação natural, rica em fibras, frutas e verduras, manter boa hidratação e reduzir os ultraprocessados são passos essenciais para preservar a saúde intestinal e prevenir problemas a longo prazo", conclui a coloproctologista.

Saúde em Dia
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