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Taxa de mortalidade infantil no Brasil é a menor em 34 anos, diz relatório da UNICEF

Relatório da ONU mostra que o país atingiu as menores taxas de mortalidade neonatal e infantil em 34 anos, impulsionado por vacinação, amamentação e atenção básica

18 mar 2026 - 19h39
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Em meio a tantas notícias difíceis, um dado recente traz um respiro importante: o Brasil alcançou, em 2024, as menores taxas de mortalidade neonatal e de crianças menores de cinco anos em mais de três décadas. Os números fazem parte do relatório Levels and Trends in Child Mortality 2025, divulgado em março de 2026 pelo grupo interagencial da ONU liderado pelo UNICEF.

Brasil registra menor mortalidade infantil em 34 anos, aponta relatório da ONU; entenda quais políticas públicas foram efetivas
Brasil registra menor mortalidade infantil em 34 anos, aponta relatório da ONU; entenda quais políticas públicas foram efetivas
Foto: Reprodução: Instagram/Reptile8488 / Bons Fluidos

Na prática, isso significa que hoje mais bebês e crianças estão conseguindo atravessar os primeiros anos de vida com mais chances de crescer, se desenvolver e chegar à vida adulta com saúde. É um avanço relevante - e que ajuda a mostrar como investimentos consistentes em saúde pública podem mudar destinos.

O que os números mostram

A queda é expressiva. Em 1990, o Brasil registrava 25 mortes neonatais a cada mil nascidos vivos. Em 2024, esse índice caiu para 7 por mil. Entre crianças menores de cinco anos, a redução também foi marcante: eram 63 mortes por mil nascidos vivos em 1990, número que caiu para 14,2 em 2024.

Esses resultados colocam o país no melhor patamar da série histórica de 34 anos destacada pelo UNICEF. Segundo a agência, essa melhora está ligada a escolhas que priorizaram o cuidado com mães, bebês e crianças ao longo do tempo.

O que ajudou a salvar vidas

De acordo com o UNICEF, esse avanço não aconteceu por acaso. Entre os fatores apontados estão a ampliação da atenção básica, o fortalecimento da rede pública de saúde, a vacinação e o incentivo à amamentação. Programas como o Saúde da Família, os Agentes Comunitários de Saúde e a Política Nacional de Atenção Básica também aparecem como pilares desse processo.

Como resume Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do UNICEF no Brasil: "Estamos falando de milhares de bebês e crianças que não sobreviveriam, e hoje podem crescer, se desenvolver com saúde e chegar até a vida adulta".

Ela também destaca que "Essa mudança foi possível porque o Brasil escolheu investir em políticas que funcionam, como a vacinação e o incentivo à amamentação. Agora, precisamos voltar a acelerar esses esforços, mantendo e ampliando os avanços históricos das últimas décadas e alcançando aqueles nos quais essas políticas ainda não chegam como deveriam".

Um avanço importante, mas que pede atenção

Apesar da melhora, o ritmo de queda da mortalidade infantil desacelerou nos últimos anos. No Brasil, a redução média anual da mortalidade neonatal era de 4,9% entre 2000 e 2009. Entre 2010 e 2024, passou para 3,16% ao ano. O movimento acompanha uma tendência global de desaceleração observada desde 2015. Ou seja: houve progresso, mas ele perdeu velocidade. E esse detalhe importa porque mostra que conquistas históricas precisam ser sustentadas - e não apenas celebradas.

O cenário global ainda preocupa

No mundo, cerca de 4,9 milhões de crianças morreram antes de completar cinco anos em 2024. Desse total, 2,3 milhões eram recém-nascidos. Segundo o UNICEF, muitas dessas mortes poderiam ser evitadas com medidas já conhecidas e de baixo custo, como acompanhamento adequado na gestação, no parto e no pós-parto, além de vacinação, tratamento da desnutrição e acesso a profissionais de saúde qualificados.

O relatório também aponta uma desigualdade marcante entre regiões. A África Subsaariana concentrou 58% das mortes de crianças menores de cinco anos em 2024, enquanto o Sul da Ásia respondeu por 25%. Em contextos de conflito e alta fragilidade institucional, o risco de morrer antes dos cinco anos é quase três vezes maior.

Investir na infância é investir no futuro

Um dos pontos mais fortes do levantamento é lembrar que cuidar da saúde infantil não é só uma questão humanitária. Também é uma decisão inteligente do ponto de vista social e econômico. O UNICEF afirma que cada US$ 1 investido na sobrevivência infantil pode gerar até US$ 20 em benefícios sociais e econômicos.

Isso acontece porque crianças que sobrevivem e se desenvolvem com saúde têm mais chances de aprender, produzir, trabalhar e viver com qualidade no futuro. Ao mesmo tempo, sistemas de saúde mais eficientes reduzem custos com doenças evitáveis e fortalecem comunidades inteiras.

Um dado que merece ser celebrado e protegido

A queda da mortalidade infantil no Brasil é, sem dúvida, uma notícia boa. Ela mostra que políticas públicas bem estruturadas fazem diferença concreta na vida das pessoas, especialmente das mais vulneráveis. Mas esses números também deixam um recado claro: o caminho não está concluído. Para que mais crianças tenham a chance de viver, crescer e florescer, será necessário manter o que funcionou e ampliar o alcance dessas ações.

No fim das contas, falar de mortalidade infantil também é falar de escolha coletiva. E os dados mais recentes mostram que, quando um país decide cuidar de suas crianças, o futuro inteiro respira melhor.

Bons Fluidos
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