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Otimismo ou adrenalina? Entenda o que se esconde por trás da falta de pontualidade

Especialistas revelam que o atraso crônico pode ser um traço de criatividade, mas exige estratégias práticas para não prejudicar as relações e a carreira

6 mar 2026 - 08h21
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Mais do que um simples hábito que pode gerar ruídos na vida profissional ou irritar os amigos, a falta de pontualidade crônica é, muitas vezes, um traço profundo de personalidade. De acordo com especialistas em comportamento humano, quem vive atrasado raramente o faz por descaso ou falta de valorização do tempo alheio. Trata-se de um padrão psicológico complexo e difícil de contornar sem as ferramentas certas.

A falta de pontualidade crônica é, muitas vezes, um traço profundo de personalidade
A falta de pontualidade crônica é, muitas vezes, um traço profundo de personalidade
Foto: Canva / Bons Fluidos

Um estudo da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, revelou que os "atrasados crônicos" tendem a ser pessoas extremamente otimistas ao calcular o tempo necessário para suas tarefas. No entanto, essa positividade, embora alimente a criatividade, muitas vezes ignora o realismo prático. Para Diana DeLonzor, autora de Never Be Late Again, existe ainda um componente biológico: a busca inconsciente pela adrenalina. Para essas pessoas, o estresse da correria e o prazo apertado funcionam como um combustível que gera foco e estímulo em um mundo obcecado pela produtividade.

Falta de pontualidade crônica

Curiosamente, esse atraso costuma ser seletivo. A pesquisadora britânica Grace Pacie, autora de Late!, observou que essas mesmas pessoas conseguem ser pontuais quando as consequências são graves. Ela cita como exemplo a perda de um voo. O relaxamento acontece justamente na vida social, onde se conta com a tolerância de amigos e familiares. Essa capacidade de distinção prova que a mudança é possível, mas exige o abandono de estigmas como "eu sou assim mesmo".

Para reconciliar-se com o relógio, o primeiro passo é a autoinvestigação. O atraso é sintoma de ansiedade, insegurança ou dificuldade em priorizar? Entender a raiz do comportamento permite um ajuste mais gentil e eficaz. Além disso, a estratégia de "cronometrar a realidade" — medir quanto tempo se leva de fato para tomar café ou chegar ao metrô — ajuda a substituir o otimismo abstrato por um planejamento concreto. Assim, a transição entre as tarefas pode ocorrer sem sobressaltos.

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