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Mães que transformam a costura em laços de afeto com os filhos

Entre linhas e afeto

7 mai 2026 - 16h24
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Mais do que roupas, peças feitas à mão carregam histórias, afeto e conexão entre gerações

Para muitas mulheres, a costura vai além de uma habilidade técnica,  ela se transforma em uma forma de expressão, autonomia e, principalmente, afeto. Neste Dia das Mães, histórias como a de Francilene Cordeiro, assistente administrativa, mostram como o fazer manual pode fortalecer laços e criar memórias que atravessam gerações. Principalmente nos dias de hoje, onde tudo está ligado à tecnologia.

Freepik
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Foto: Revista Malu

Desde a infância, Francilene cresceu observando a mãe costurar em casa, produzindo peças para a família e para oficinas. "Eu me encantava com o que ela fazia, mas não tinha interesse em aprender", relembra. Foi apenas na fase adulta, com a chegada dos filhos, que a costura ganhou um novo significado. "Senti uma necessidade muito grande de aprender."

Há cerca de cinco anos, ela decidiu se aprofundar no universo da moda e encontrou na Sigbol, escola de moda e costura, o caminho para desenvolver a técnica. Foi lá que aprendeu modelagem, corte e o uso da máquina de costura,  conhecimentos que hoje fazem parte da sua rotina e da sua história.

Novas perspectivas

Embora ainda atue profissionalmente como assistente administrativa, ela está em uma transição de carreira para o mundo da arte, incluindo a costura, que já se tornou uma aliada importante nesse momento. Por enquanto, produzem apenas para uso pessoal, mas já deixam claro os planos: transformar essa paixão em fonte de renda complementar — ou até principal no futuro.

No dia a dia, a prática também se conecta diretamente com a maternidade. Ao criar peças personalizadas para os filhos, Francilene atende a desejos que nem sempre são fáceis de encontrar no mercado, como roupas com personagens favoritos, looks temáticos para aniversários ou produções combinando, no estilo "tal mãe, tal filho(a)". "O processo criativo é a parte mais legal. Nós pensamos juntos no que fazer e eles amam quando faço algo especial e do jeitinho que eles pediram. Adoram escolher tecidos e estampas", conta.

Entre tantas criações, uma se destaca como especial: um vestido "tal mãe, tal filha", produzido durante o curso na Sigbol para o aniversário de quatro anos de sua filha. "Os vestidos ficaram lindos. Usamos na festa e em outras ocasiões depois. Foi muito especial."

Para a professora da Sigbol, Elizângela Gomes, a costura tem um papel que vai muito além da técnica. "Quando uma mãe aprende a costurar, ela não está apenas adquirindo uma habilidade. Ela está criando autonomia, fortalecendo sua autoestima e, muitas vezes, abrindo portas para uma nova fonte de renda. Mas, acima de tudo, ela está construindo memórias afetivas com seus filhos, algo que nenhuma peça comprada pronta consegue substituir", afirma.

"Cada peça carrega mais do que estética, que elas levam afeto em cada detalhe, na escolha da estampa, nos acabamentos, na ocasião em que foi feita. São muitos sentimentos envolvidos, e que serão guardados pra sempre", finaliza Francilene.

Revista Malu Revista Malu
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