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Corrida virou refúgio do excesso de telas, aponta pesquisa

63,8% dos corredores encontram autonomia e 62% novas amizades no esporte, de acordo com novos dados

8 mai 2026 - 10h39
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Estudo mostra que prática esportiva ajuda brasileiros a buscar bem-estar, autonomia e conexões reais

Em um cotidiano cada vez mais mediado por algoritmos, cresce entre os brasileiros a busca por experiências em que o controle volta a ser individual. Nesse cenário, a corrida aparece como um dos principais espaços de autonomia, presença e conexão real.

Foto: Revista Malu

É o que mostra o estudo "Reset da Mesmice", iniciativa da Heineken em parceria com a Box1824. Entre aqueles que correm regularmente, 63,8% afirmam que a prática representa seu único momento de autonomia real. E em que o resultado depende do próprio esforço e não há interferências externas.

Corrida = socialização fora da internet

Além do aspecto individual, o esporte também se fortalece como espaço de socialização. Para 62,5% dos entrevistados, a corrida se tornou sua principal forma de fazer novos amigos sem influência algorítmica, reforçando seu papel como um território de encontros mais espontâneos.

Ainda assim, a lógica de performance começa a atravessar até esse ambiente. Hoje, 26,4% dizem que a corrida funciona como um respiro, mas já percebem a prática sendo monitorada e ditada por aplicativos. Em contraste, apenas 9,8% dos entrevistados veem a atividade exclusivamente como mais uma tarefa de otimização.

Os efeitos de se desconectar também aparecem de forma clara. Após um período longe de telas e do algoritmo, 44,8% afirmam sentir a mente mais limpa e maior presença no momento, enquanto 40% dizem perceber mais energia para realizar outras tarefas.

Um escape das regras do dia a dia

Para Igor de Castro Oliveira, diretor de marketing do Grupo HEINEKEN Brasil, o movimento mostra uma busca crescente por experiências menos mediadas no dia a dia. "Quando tudo ao redor é guiado por recomendações, momentos como a corrida passam a ter um valor diferente. É um espaço em que as pessoas retomam o controle, se conectam de forma mais genuína e experimentam algo que não foi previamente definido por um algoritmo", afirma.

"A dificuldade de se desconectar mostra como a gente já internalizou a lógica da conexão constante. Mesmo quando isso se afasta, o corpo e a mente ainda respondem como se estivessem perdendo alguma coisa. É um reflexo direto de um consumo mediado por estímulos contínuos, que dificulta o retorno ao tempo próprio", afirma Francisco Formagio, estrategista criativo e pesquisador de comportamento da Box1824.

Revista Malu Revista Malu
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