O erro que muita gente comete ao decorar a casa, segundo arquiteta
Especialista explica como evitar esse erro e criar uma decoração que reflita a personalidade dos moradores e acompanhe a rotina do lar
Quem nunca salvou uma foto de decoração nas redes sociais e pensou em reproduzir o ambiente em casa? Embora essa atitude seja comum, ela pode gerar escolhas que funcionam apenas na aparência. É o que aponta Sandra Nita, arquiteta da Vila 11. De acordo com a especialista, o principal erro ao decorar um imóvel ocorre quando se deixa a rotina em segundo plano para priorizar as tendências.
Sandra explica que projetos criados somente para seguir uma moda podem acabar pouco práticos no dia a dia. Isso acontece porque cada pessoa tem hábitos, necessidades e formas diferentes de utilizar os espaços. Então, em vez de reproduzir um ambiente exatamente como viu na internet, a profissional recomenda adaptar as referências à própria realidade.
"A decoração precisa ir além do visual. Ela deve traduzir a forma como a pessoa vive, suas necessidades diárias e o que a faz se sentir confortável dentro de casa", reforça.
Na hora de decorar, a rotina deve orientar
Portanto, conforme aponta a arquiteta, antes de definir o estilo do ambiente, é importante observar como utilizará cada espaço. Vale refletir sobre questões como:
- Se usará o ambiente para descansar, trabalhar ou receber visitas;
- Em quais horários costuma utilizar mais o local;
- Quais atividades compõem a rotina naquele espaço.
Segundo Sandra, essas respostas ajudam a tomar decisões mais assertivas sobre iluminação, disposição dos móveis e escolha dos materiais.
Observe aquilo de que você realmente gosta
Outro passo importante é observar aquilo que desperta identificação de forma natural, em vez de escolher elementos apenas porque estão em alta nas redes sociais. Nita orienta, por exemplo, prestar atenção às cores que transmitem conforto ou energia, aos materiais com os quais você mais gosta de conviver e às sensações que deseja sentir ao entrar em casa, como aconchego, tranquilidade ou criatividade.
"Reconhecer esses padrões ajuda a montar um estilo coerente, em vez de copiar referências prontas que não conversam com a sua rotina", afirma a arquiteta.
Misturar estilos também é permitido
Ademais, para Sandra, não existe uma fórmula única para decorar. O morador pode combinar diferentes estilos para trazer personalidade ao ambiente, desde que faça as escolhas conversarem entre si.
Ela também indica que a pessoa invista em elementos atemporais nos itens principais da casa. Já as tendências passageiras podem aparecer em objetos menores, como almofadas, quadros e peças decorativas, que a pessoa substitui mais facilmente ao longo do tempo.
Por fim, a especialista volta a reforçar que a decoração deve acompanhar a vida de quem mora no imóvel. Quando o projeto alcança esse objetivo, a casa deixa de ser apenas bonita e passa a oferecer conforto, funcionalidade e uma sensação genuína de pertencimento.
"Quando a pessoa pensa o espaço de forma personalizada, o ambiente se transforma em mais do que um cenário bonito e vira uma extensão da vida de quem mora ali", conclui.
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