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As 10 piores coisas que você pode fazer em projetos de apês pequenos

A arquiteta Júlia Guadix analisa 10 erros comuns nos projetos de apartamentos pequenos

15 mai 2023 - 20h08
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Cada vez mais morar em apartamentos com metragens reduzidas é uma realidade, principalmente nos grandes centros urbanos. Por serem compactos, esses projetos precisam de uma atenção redobrada com o objetivo de maximizar os espaços, criando sensação de amplitude. Afinal, sempre existe uma solução, sobretudo nos imóveis que transitam entre 30 a 50m².

Projeto de 41m² de Estúdio Auna e Studio Monfre.
Projeto de 41m² de Estúdio Auna e Studio Monfre.
Foto: Produção visual: Club Design Decor/ Fotos: Mônica Assan/Casa.com.br / Casa.com

O desafio do profissional de arquitetura contratado pelo proprietário é conceber, em uma planta menor, uma estrutura semelhante àquela existente em um apartamento mais amplo. Em paralelo, ele também precisa conhecer bem a rotina do morador, seu estilo de vida e as demandas que o imóvel precisa atender.

Projeto de 72m² do Studio Guadix.
Projeto de 72m² do Studio Guadix.
Foto: Guilherme Pucci/Casa.com.br / Casa.com

Quem realiza a afirmação é a arquiteta Júlia Guadix, à frente do Studio Guadix. "Essa relação nos dá base para executar o projeto, tornando-o sob medida e com tudo que ele precisa", declara.

Para cooperar nessa missão, Júlia enumerou os 10 erros mais comuns cometidos em imóveis pequenos. Confira a seguir:

1. Não ter um projeto

Projeto de 32m² de Rodolfo Consoli.
Projeto de 32m² de Rodolfo Consoli.
Foto: Denilson Machado, do MCA Estúdio/Casa.com.br / Casa.com

O sonho de ter um apto pequeno muito bem produzido é proporcional à necessidade de contar com um arquiteto para realizar o projeto. Em um imóvel pequeno, o olhar apurado garante que cada centímetro seja aproveitado e o estudo elucida questões como a falta de espaço, deixando os ambientes funcionais e convidativos.

"Desconsiderar a contratação de um profissional especializado para ter um planejamento pode implicar em um valor mais caro lá na frente em função de dores de cabeças e reformas que precisarão ser feitas", explica Júlia.

2. Economizar na marcenaria planejada

Nessa cozinha, o forno e o micro-ondas foram embutidos na marcenaria, deixando mais espaço na cozinha corredor. Projeto de 72m² do Studio Guadix.
Nessa cozinha, o forno e o micro-ondas foram embutidos na marcenaria, deixando mais espaço na cozinha corredor. Projeto de 72m² do Studio Guadix.
Foto: Guilherme Pucci/Casa.com.br / Casa.com

Em um imóvel com esse porte, a marcenaria planejada atua com soluções milagrosas. Nesse sentido, planejar cada centímetro maximizará o uso dos ambientes, oferecendo a sensação de amplitude. "É possível fazer um armário do quarto ou da cozinha até o teto, criando pequenos nichos. Se atrás da porta tiver espaço, podemos projetar uma sapateira", sugere Júlia Guadix.

Projeto de Maia Romeiro Arquitetura com cama que 'se esconde' na parede.
Projeto de Maia Romeiro Arquitetura com cama que 'se esconde' na parede.
Foto: Denilson Machado, do MCA Estúdio/Casa.com.br / Casa.com

Os móveis multiuso também são ótimas saídas para os cômodos menores. As opções são variadas e tudo dependerá da necessidade de cada morador.

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Foto: Denilson Machado, do MCA Estúdio/Casa.com.br / Casa.com

Uma mesa pode ser considerada para servir para as refeições diárias, prover apoio na cozinha e, até mesmo para trabalhar. Sofá-cama e cama que desce da estrutura vertical de marcenaria se configuram como meios eficazes para o dormir e banquinhos e pufes extras dispostos ao redor da mesa criam mais lugares para recepcionar convidados em casa.

3. Muitas paredes

Projeto com 85m² de Nossa Casa Arquitetura.
Projeto com 85m² de Nossa Casa Arquitetura.
Foto: Cris Farhat/Casa.com.br / Casa.com

Quanto mais paredes, menos amplitude. Assim, a integração dos ambientes é uma excelente solução, desde que funcione no dia a dia dos moradores. A sala de jantar e a cozinha, por exemplo, podem estar conectadas, facilitando, inclusive, as refeições. Além de derrubar as paredes, usar o mesmo piso é um recurso que ajuda nessa conexão.

4. Não priorizar a circulação

Projeto de 70m² do Estúdio Maré.
Projeto de 70m² do Estúdio Maré.
Foto: Fotos: Felco / Produção: Bendita Bossa (Luciana Castiglione)/Casa.com.br / Casa.com

Seguindo nessa linha, a circulação em um apartamento compacto não pode ser negligenciada em nenhuma hipótese. Para evitar espaços com aspecto amontoado, fuja de móveis e objetos desproporcionais em relação ao tamanho do lugar.

"Mais uma vez, ressalto a importância de um projeto. Só assim você escapará de montar um espaço com elementos grandes demais", enfatiza a profissional.

5. Escolher móveis muito altos

Aqui, o sofá se encaixou perfeitamente abaixo da janela, possibilitando a livre circulação da luz natural e da ventilação. Projeto: Studio Guadix
Aqui, o sofá se encaixou perfeitamente abaixo da janela, possibilitando a livre circulação da luz natural e da ventilação. Projeto: Studio Guadix
Foto: Guilherme Pucci/Casa.com.br / Casa.com

Proporcionar uma linha de visão mais livre auxilia muito na percepção de amplitude. Dessa forma, a arquiteta recomenda deixar o espaço entre 50 a 60 cm, até 2 m, com o mínimo de ocupação possível. Além disso, o mobiliário não deve ser posicionado na frente das janelas - uma ação que impede a entrada de luz natural e que abafa o apto por conta da ausência de circulação de ar.

6. Acumular coisas

Projeto de 80m² de Janaina Sthel.
Projeto de 80m² de Janaina Sthel.
Foto: Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Casa.com.br / Casa.com

Ambientes desorganizados e lotados de itens não transmitem bem-estar e comodidade, sobretudo em imóveis com medidas reduzidas. "Sempre aconselho que as pessoas guardem apenas o essencial, evitando acumular coisas que ocuparão espaços preciosos com alguma utilidade ou simplesmente para o respiro do local", conta a arquiteta. O ditado 'menos é mais' nunca foi tão apropriado.

7. Exagerar nos tons escuros

O backsplash preto complementa a paleta mais clara, composta por tons em madeira. Projeto: Studio Guadix
O backsplash preto complementa a paleta mais clara, composta por tons em madeira. Projeto: Studio Guadix
Foto: Guilherme Pucci/Casa.com.br / Casa.com

Aplicar cores escuras não é considerado um erro, porém é recomendada a moderação, haja vista a aplicação de uma paleta majoritariamente carregada implica em uma diminuição visual. Mas isso não quer dizer que elas devem ser evitadas. "Mesclar o preto ou tons mais vibrantes com um conjunto de tons mais neutros traz um contraste interessante e leve", sugere Júlia.

8. Revestimentos sem textura

Nesse living, a parede com revestimento de tijolinhos ofereceu amplitude ao brincar com as texturas. Projeto de 72m² do Studio Guadix.
Nesse living, a parede com revestimento de tijolinhos ofereceu amplitude ao brincar com as texturas. Projeto de 72m² do Studio Guadix.
Foto: Guilherme Pucci/Casa.com.br / Casa.com

Ainda falando sobre as paredes, o revestimento é outro elemento que colabora no propósito de ampliar os cômodos. Tijolinho, cimento queimado, concreto aparente, ou seja, modelos que tenham uma variação de tonalidade e textura, produzem maior profundidade visual se comparados ao efeito de plano chapado.

9. Cortina e tapete em tamanhos errados

Além de oferecer mais conforto térmico e visual, a cortina ajudou a ampliar o quarto. Projeto: Studio Guadix
Além de oferecer mais conforto térmico e visual, a cortina ajudou a ampliar o quarto. Projeto: Studio Guadix
Foto: Guilherme Pucci/Casa.com.br / Casa.com

Assim como a tonalidade e o revestimento das superfícies, os elementos móveis também merecem atenção. Sobre as cortinas, independentemente do local, o ideal é sejam instaladas do teto até o chão, não apenas cobrindo as janelas.

10. Iluminação apenas no centro do ambiente

Nesse banheiro, iluminação distribuída melhorou as dimensões. Projeto: Studio Guadix
Nesse banheiro, iluminação distribuída melhorou as dimensões. Projeto: Studio Guadix
Foto: Guilherme Pucci/Casa.com.br / Casa.com

Para que o local fique amplo e agradável, não se pode negligenciar o perfeito posicionamento das luzes. Colocar um lustre apenas no centro do ambiente provocará o efeito de penumbra nas paredes, resultando em uma sensação de fechamento. "A dica é distribuir essa iluminação pelas superfícies por meio da instalação de arandelas, abajures ou spots direcionáveis", finaliza.

Casa.com
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