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SPFW: Marina Bitu leva referências do mar a construção histórica em restauro no Ipiranga

14 out 2026 - 14h10
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Resumo
Na 61ª edição do SPFW, a grife Marina Bitu apresentou a coleção Abissa no histórico e em restauro Noviciado Nossa Senhora das Graças, no Ipiranga. Inspirado no mar e em três mulheres ligadas aos oceanos, o desfile destacou a fluidez de sedas e voils, o plissado característico da marca e a palha de fibra de bananeira cearense. Elementos da pesca, como cordas e velas de barcos, integraram os looks, complementados por bordados de corais e placas de latão que remetiam aos tesouros marinhos.

A 61ª edição do SPFW tem início efetivo no Pavilhão das Culturas Brasileiras, na tarde desta quarta-feira (14), com o desfile da À La Garçonne. Alexandre Herchcovitch e Forca Studio se apresentaram na terça-feira (13), em locais externos. Nesta manhã, a grife Marina Bitu levou os convidados ao antigo prédio do Noviciado Nossa Senhora das Graças das Irmãs Salesianas, construído em 1920, no Ipiranga, em São Paulo.

Marina Bitu
Marina Bitu
Foto: Rosângela Espinossi / Elas no Tapete Vermelho

A construção histórica, abandonada há 10 anos, passa por um processo de restauro e será preservada, mesmo com a construção de residências no terreno de mais de 5 mil metros quadrados. Nesse cenário de reforma, com corredores cobertos por lonas azuis, as modelos desfilaram a coleção Abissa, inspirada no mar e no trabalho de três mulheres cujas trajetórias se relacionam com os oceanos.

De acordo com o material de divulgação, a pescadora Márcia Ribeiro, de Canoa Quebrada, no Ceará, representa a resiliência de quem há mais de 30 anos exerce uma atividade tradicionalmente masculina e faz do mar seu sustento. A oceanógrafa brasileira Marta Vannucci, pioneira nos estudos dos ecossistemas marinhos, simboliza a pesquisa e a preservação dos oceanos. Já a geóloga e cartógrafa Marie Tharp, responsável por tornar visível o relevo do fundo dos oceanos por meio de seus mapas, representa a busca pelo que ainda é desconhecido.

A partir dessas referências, a grife cearense apresentou uma coleção de movimentos suaves. O desfile começou com um look em tom areia, formado por sobreposições de tecidos cortados em triângulos, que remetiam às velas dos barcos. O plissado, uma das marcas da grife, apareceu em peças leves, com transparências e recortes que ora revelavam, ora cobriam o corpo.

Marina Bitu
Marina Bitu
Foto: Rosângela Espinossi / Elas no Tapete Vermelho

A fluidez das roupas veio de materiais como organza de seda pura, gazar de seda pura e voil. As peças se movimentavam suavemente, em referência à calmaria do mar.

Marina Bitu
Marina Bitu
Foto: Rosângela Espinossi / Elas no Tapete Vermelho

A indumentária dos pescadores também serviu de referência, com listras e cordas usadas como amarrações. A palha de fibra de bananeira, trabalhada pela Associação Fibrarte, do interior do Ceará, apareceu no acabamento de barras de vestidos, saias e blusas. O material natural criou um contraponto às superfícies leves dos tecidos.

Marina Bitu
Marina Bitu
Foto: Rosângela Espinossi / Elas no Tapete Vermelho

Além do areia, a cartela de cores incluiu azul, preto, off-white e vermelho. Algumas peças traziam estampas que remetiam ao oceano, enquanto outras exploravam recortes e sobreposições de tecidos para criar volume e movimento.

Marina Bitu
Marina Bitu
Foto: Rosângela Espinossi / Elas no Tapete Vermelho

Os bordados apareceram em formas que lembravam corais, com miçangas, vidrilhos e canutilhos. Já os tesouros do fundo do mar foram representados por placas redondas de latão, com banho dourado ou prateado, aplicadas como paetês em vestidos e blusas.

Marina Bitu
Marina Bitu
Foto: Rosângela Espinossi / Elas no Tapete Vermelho
Marina Bitu
Marina Bitu
Foto: Rosângela Espinossi / Elas no Tapete Vermelho
Elas no Tapete Vermelho
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