"Como não se sabe o que é, não tem como prevenir", diz Jarbas Barbosa, diretor do Centro Nacional de Epidemiologia da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), referindo-se à síndrome respiratória aguda e severa (SARS). O infectologista do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo Guido Levi confirma: "Não existe prevenção da doença, uma vez que a vacina anti-gripal e anti-pneumocócica não são indicadas nesse tipo de situação". As medidas preventivas, portanto, referem-se ao controle dos casos que venham a chegar no Brasil. "Alertamos o sistema de vigilância epidemiológica para que possamos detectar o caso precocemente e tomarmos as medidas cabíveis, que consistem em isolamento respiratório e, como se trata de uma doença desconhecida, encaminhamento a hospitais de referência no tratamento de doenças infectocontagiosas", diz Jarbas Barbosa.
Do ponto de vista terapêutico, as ações são limitadas até contraditórias: "Os casos registrados não responderam a tratamentos nem contra vírus nem contra bactérias. Os pacientes sararam sozinhos ou não resistiram", diz Guido Levi.
Mesmo assim, o Center for Deseases Control anda Preventions (CDC), que controla as doenças infecciosas nos Estados Unidos, sugere a aplicação de medicamentos usados para pneumonia. Mas, segundo Guido Levi, "é uma sugestão absolutamente empírica, uma vez que os casos tratados não responderam".