Ainda não se conhecem as causas do novo tipo de pneumonia chamado síndrome respiratória aguda e severa (SARS), mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) está considerando infectados pela doença pessoas que apresentam o seguinte quadro: febre elevada (acima de 38ºC), acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, fadiga, dispnéia (dificuldade respiratória), cefaléia, anorexia, confusão mental, mal estar, erupção cutânea e diarréia. Os pacientes que apresentam esses sintomas e que tiveram contato íntimo com doentes de SARS ou fizeram viagem recente (cerca de dez dias) às cidades afetadas são considerados como infectados pela nova pneumonia. "Não sabemos o que é, mas sim o que não é essa doença", diz o infectologista do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo Guido Levi, que acrescenta: "A princípio, procurou-se incriminar o vírus da gripe, mas, entre os casos estudados, não acharam o agente da gripe nem um outro agente".
O quadro inicial é bastante parecido com o da gripe, acrescentados aos sintomas de diarréia e erupções cutâneas. Exatamente por não se conhecer a causa, esse tipo de pneumonia é bastante grave e, segundo Guido Levi, "pode levar o paciente à morte por insuficiência respiratória". A doença é classificada como pneumonia por ser causar uma inflamação pulmonar.
Segundo Jarbas Barbosa, diretor do Centro Nacional de Epidemiologia da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em se tratando de uma pandemia, "o número de infectados é relativamente baixo porque as contaminações registradas até agora eram entre pessoas que tinham contato íntimo: moravam na mesma casa ou trabalhavam no mesmo lugar", diz ele, ressaltando os casos de profissionais de saúde que foram contaminados quando do tratamento de doentes. Ou seja, não se pega SARS apenas cruzando com uma pessoa na rua.
As últimas pandemias (doenças que se espalham ao mesmo tempo em vários continentes) que chegaram ao Brasil foram Aids, cólera e dengue.