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Em 1992, 28.800 patinhos caíram no mar: 30 anos depois, os cientistas ainda estão acompanhando seu progresso

Um acidente no meio do Oceano Pacífico, em 1992, transformou-se em um dos experimentos científicos mais inovadores para o mapeamento das correntes oceânicas da Terra

4 nov 2026 - 13h09
(atualizado em 5/11/2026 às 11h12)
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Resumo
Em 1992, a queda acidental de 28.800 brinquedos plásticos de banho no Pacífico Norte transformou-se em um marco para a oceanografia. Monitorados pelos cientistas Curtis Ebbesmeyer e James Ingraham, que rastrearam os locais de chegada e utilizaram modelos computacionais, os objetos flutuantes ofereceram uma rara oportunidade em larga escala para compreender o comportamento das correntes marítimas de superfície, com registros que alcançaram desde o litoral do Alasca até trajetórias pelo Ártico.
Em 1992, 28.800 patinhos caíram no mar: 30 anos depois, os cientistas ainda estão acompanhando seu progresso
Em 1992, 28.800 patinhos caíram no mar: 30 anos depois, os cientistas ainda estão acompanhando seu progresso
Foto: Xataka

Em 10 de janeiro de 1992, durante uma forte tempestade no Pacífico Norte, 12 contêineres caíram da embarcação Ever Laurel. Um deles continha 28.800 brinquedos de banho de plástico — patinhos amarelos, tartarugas azuis, castores vermelhos e sapos verdes —, que ficaram espalhados pelo oceano aberto.

Os brinquedos haviam sido fabricados na China para a empresa americana The First Years. Eles reapareceram, primeiramente, no litoral do Alasca, perto da cidade de Sitka — a aproximadamente 3.200 quilômetros de distância do local onde caíram no mar. O que inicialmente parecia ser apenas um acidente peculiar tornou-se, rapidamente, o ponto de partida para um estudo oceanográfico inovador.

Uso científico do incidente

Os oceanógrafos Curtis Ebbesmeyer e James Ingraham perceberam que essa dispersão representava uma oportunidade rara para estudar o comportamento das correntes oceânicas. Ao contrário de estudos convencionais, que dependem de um número limitado de dispositivos de rastreamento, este evento ofereceu milhares de objetos flutuantes que partiram, simultaneamente, exatamente do mesmo local.

Curtis Ebbesmeyer começou a coletar dados sobre os locais e as datas em que os brinquedos foram encontrados, com o auxílio de voluntários que percorreram as linhas costeiras. Paralelamente, James Ingraham utilizou o modelo computacional OSCURS para simular as trajetórias das correntes de superfície.

Os pesquisadores levantaram a hipótese de que alguns dos brinquedos teriam atravessado o Ártico, ...

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