Ele vem sendo monitorado desde 1946, mas agora parece que vai desaparecer de vez. Uma das geleiras dos Alpes vai derreter definitivamente nos próximos dias
A Geleira Triglav, na montanha mais alta da Eslovênia, já foi um destino para esqui no verão e chegou a ocupar mais de 40 hectares; hoje, restam apenas pequenos fragmentos de gelo
Monitorada desde 1946, a Geleira Triglav, na Eslovênia, está prestes a desaparecer nos próximos dias. Localizada a mais de 2.800 metros de altitude, a massa de gelo encolheu de mais de 40 hectares no fim do século XIX para 14 hectares nos anos 1940, restando hoje apenas fragmentos. Sem capacidade de acumular gelo novo, o local perdeu suas funções glaciais, tornando-se mais um retrato do impacto das mudanças climáticas provocadas pela humanidade sobre o planeta.
A Geleira Triglav, na Eslovênia, vem sendo acompanhada de perto há décadas por cientistas que registram sua redução ano após ano. Agora, os últimos fragmentos de gelo podem desaparecer literalmente nos próximos dias, encerrando a história de uma das últimas geleiras do país. Localizada na encosta nordeste do Monte Triglav, a 2.863,65 metros de altitude, ela já ocupou mais de 40 hectares no final do século XIX. Em 1946, quando o monitoramento científico começou, restavam cerca de 14 hectares. Hoje, a realidade é muito mais triste: praticamente não há mais formação de gelo novo.
De 40 hectares a poucos fragmentos: porque a geleira Triglav pode desaparecer?
A transformação da Geleira Triglav é mais um retrato das mudanças provocadas pelas ações humanas sobre o planeta e ajuda a dimensionar o quanto a paisagem pode mudar ao longo dos anos. No fim do século XIX, a Geleira de Triglav era gigante: a área coberta pelo gelo ultrapassava 40 hectares. Mas quando os cientistas começaram a monitorá-la, em 1946, esse número já havia caído para 14 hectares. Desde então, o recuo continuou até deixar apenas pequenos fragmentos de gelo na encosta do Monte Triglav.
Para Miha Pavšek, do Instituto Geográfico Anton Melik, ligado à Academia Eslovena de Ciências e Artes, a geleira deixou de funcionar como uma geleira propriamente dita porque não consegue mais acumular gelo novo. Ela acompanha pessoalmente o local há cerca de 30 anos. Durante boa parte desse período, a geleira ainda fazia parte ...
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