Vereadora e influenciadora conservadora é eleita Deputada estadual mais votada em 2026
A candidata do PL superou nomes tradicionais da política paulista e registrou a segunda maior votação da história para a Alesp
A influenciadora e vereadora Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, foi eleita a deputada estadual mais votada de São Paulo em 2026, com quase 1,9 milhão de votos, a segunda maior marca da história da Alesp. Focada no eleitorado conservador e em pautas como fé cristã e segurança, sua campanha superou líderes tradicionais, mas foi marcada por polêmicas: a parlamentar foi alvo de denúncia por preconceito racial após falas depreciativas sobre povos originários durante uma entrevista em podcast.
A disputa por vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo consagrou Eduarda Campopiano, filiada ao PL, como a candidata a deputada estadual mais votada no pleito de 2026. A parlamentar de 23 anos alcançou a marca de quase 1,9 milhão de votos com 96,9% das urnas apuradas no estado, superando lideranças tradicionais da política paulista. O resultado obtido nas seções eleitorais representa a segunda maior votação da história do parlamento paulista, ficando atrás apenas do montante registrado em 2018 por Janaína Paschoal, que é vereadora na capital pelo PP.
Trajetória política e atuação da nova deputada estadual
Nascida em Campinas, a influenciadora digital ingressou na vida pública em 2024 ao ser eleita vereadora em Praia Grande com 3.583 votos, tornando-se a parlamentar mais jovem da história recente da Câmara Municipal de Praia Grande. A campanha para o legislativo estadual foi construída com forte investimento na comunicação digital, direcionada ao eleitorado conservador com defesa da família tradicional, da fé cristã e de pautas de segurança pública, como o porte de armas para mulheres. Sua candidatura arrecadou cerca de R$ 755 mil, provenientes em grande parte do diretório do Partido Liberal, e atuou em dobradinha com Lucas Pavanato, que liderou a votação para a Câmara dos Deputados.
Declarações polêmicas no RedCast e repercussão jurídica
Durante o período que antecedeu o pleito, a então vereadora envolveu-se em uma controvérsia de repercussão nacional durante participação no podcast RedCast. Na ocasião, ela deu declarações sobre o processo de colonização do Brasil. "Glória a Deus que colonizaram, glória a Deus que catequizaram as índias". Em seguida, relacionou povos originários a práticas extremas. "Glória a Deus que a extrema direita chegou e falou para os índios: 'Galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal, enterrar criança viva...'".
As falas proferidas no programa motivaram a artista e liderança indígena Katú Mirim a registrar um boletim de ocorrência por preconceito de raça ou cor na polícia. Dados declarados à Justiça Eleitoral indicam que a deputada eleita possui ensino médio completo, ocupação de vereadora e não declarou bens patrimoniais para o pleito de 2026.
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