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Trump diz que acordo de paz é "muito possível"

28 fev 2026 - 04h30
(atualizado em 7/5/2026 às 12h06)
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Presidente dos EUA ameaça realizar ataques de maior intensidade caso Teerã não aceite proposta. Acompanhe o conflito.

Presidente do Irã afirma que se reuniu com o líder supremo

Israel afirma ter matado mais de 200 combatentes do Hezbollah desde cessar-fogo

Irã se reunirá com a Fifa para discutir participação na Copa

Trump diz que acordo com Irã é "muito possível"

Irã anuncia que ainda avalia proposta de paz dos EUA

Trump afirma ter tido conversas "muito boas" com Teerã sobre possível acordo

França envia porta-aviões ao Estreito de Ormuz para preparar escolta

Trump suspende operação militar para escoltar navios em Ormuz

Irã nega ter atacado os Emirados Árabes Unidos nesta semana

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Israel afirma ter matado mais de 200 combatentes do Hezbollah desde cessar-fogo

Desde o início do cessar-fogo no Líbano, há três semanas, mais de 200 combatentes da milícia xiita Hezbollah, que é apoiada pelo Irã, foram mortos, afirmaram os militares israelenses nesta quinta-feira (07/05).

Somente na última semana, 85 combatentes do Hezbollah teriam sido mortos. O próprio Hezbollah não comentou esses números.

De acordo com o atual acordo de cessar-fogo, os militares israelenses podem têm se defender de ataques planejados, iminentes ou em andamento, mas não podem realizar operações "ofensivas" contra alvos no Líbano.

as (DPA)

Presidente do Irã afirma que se reuniu com o líder supremo

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira (07/05) que se encontrou recentemente com o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei.

Esta é a primeira vez em que o mandatário ou outras autoridades informam sobre reuniões com a nova autoridade máxima da República Islâmica.

Pezeshkian relatou a reunião de duas horas e meia durante uma visita ao Ministério da Indústria, Minas e Comércio, e disse que o encontro se centrou em questões importantes de governo, segundo a agência estatal Irna.

Mojtaba Khamenei foi nomeado líder supremo em 8 de março, após o assassinato de seu pai, Ali Khamenei, por parte dos Estados Unidos e de Israel.

Desde então, ninguém o viu nem o ouviu, em meio a especulações sobre seu estado de saúde após supostos ferimentos sofridos durante a guerra.

A nova autoridade religiosa máxima do Irã emitiu apenas comunicados que foram lidos por apresentadores na televisão estatal ou compartilhados em redes sociais.

Analistas consideram que, neste momento, a tomada de decisões na república islâmica se deslocou do gabinete do líder supremo para um grupo de segurança que inclui a Guarda Revolucionária, o Conselho Supremo de Segurança e figuras com laços com os setores de defesa do país.

Nesse sistema de governança de consenso de segurança, a voz de Mojtaba Khamenei seria apenas mais uma entre várias.

as (Efe)

Irã se reunirá com a Fifa para discutir participação na Copa

O presidente da Federação de Futebol do Irã (FFI), Mehdi Taj, afirmou que se reunirá nos próximos dias com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir a participação do país na Copa do Mundo nos Estados Unidos.

Em declarações à televisão estatal nesta quarta-feira (06/05), Taj não indicou onde ou quando o encontro ocorrerá, mas reiterou que pedirá garantias de que não haverá "insultos" contra instituições oficiais e militares iranianas.

"Expressaremos nossas expectativas. Se puderem satisfazê-las, sem dúvida participaremos", disse Taj, que é ex-membro da Guarda Revolucionária.

Taj denunciou na semana passada que foi insultado pela Imigração canadense em Toronto, para onde viajava a fim de participar do 76º Congresso da Fifa, e decidiu retornar ao seu país.

Meios de comunicação canadenses, no entanto, relataram que Taj foi deportado por seu passado como membro da Guarda Revolucionária iraniana, designada como organização terrorista pelo Canadá em 2024.

A participação do Irã na Copa do Mundo mantém-se no calendário previsto, segundo a Fifa, embora o acesso de delegações e pessoal vinculado à equipe continue sujeito às políticas migratórias dos países anfitriões: EUA, Canadá e México.

Irã e Estados Unidos encontram-se em guerra desde 28 de fevereiro.

O secretário de Estado Marco Rubio indicou que não haverá problema em autorizar a entrada dos jogadores da seleção iraniana, que disputarão suas partidas da fase de grupos em Santa Clara (Califórnia) e Seattle (estado de Washington), mas que não será permitido o acesso ao país de pessoal técnico da federação que teria laços com a Guarda Revolucionária.

O Irã se classificou para a Copa do Mundo após liderar o Grupo A da fase de classificação da Confederação Asiática de Futebol (AFC) e está no Grupo G, com Nova Zelândia, Bélgica e Egito.

as (Efe)

Trump diz que acordo com Irã é "muito possível"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (06/05) que o governo americano teve conversas "muito boas" nas últimas horas com Teerã e que vê como "muito possível" alcançar um acordo para pôr fim à guerra contra o Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz.

"Tivemos conversas muito boas durante as últimas 44 horas, e é muito possível que cheguemos a um acordo", afirmou Trump a jornalistas em um evento no Salão Oval da Casa Branca.

As declarações foram feitas um dia depois de o presidente americano suspender a operação para escoltar navios retidos desde fevereiro no Golfo Pérsico devido ao bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, a fim de permitir que as partes cheguem a um entendimento que possibilite o fim do conflito.

"Estamos em boa forma e, neste momento, estamos indo bem. Agora temos que conseguir o que temos que conseguir. Se não o fizermos, teremos que dar um passo muito além", disse.

Em uma postagem em sua rede social, Truth Social, Trump declarou que, se o Irã aceitar as condições acordadas para a paz, dará por encerradas as operações militares e o bloqueio naval contra a república islâmica, embora tenha ameaçado atacar com mais intensidade caso o país recuse o pacto.

O republicano voltou a afirmar que o Irã quer "chegar a um acordo" e que a campanha militar americana foi um sucesso porque dizimou os ativos militares iranianos.

"Acho que vencemos", enfatizou.

As palavras de Trump coincidem com informações divulgadas pelo portal Axios, que garante que Washington estaria à espera de uma resposta iraniana nas próximas 48 horas sobre vários pontos-chave de uma proposta para pactuar o fim definitivo do conflito e estabelecer um marco para negociações mais amplas sobre o programa nuclear da república islâmica.

Segundo funcionários da Casa Branca citados pelo portal, este é o momento em que as partes estiveram mais perto de alcançar um acordo desde o início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

fcl (EFE)

EUA imobilizam petroleiro do Irã no Golfo de Omã como parte do bloqueio de Ormuz

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (06/05) que imobilizaram um petroleiro do Irã no Golfo de Omã como parte da interceptação contínua de embarcações que viajam para ou de portos iranianos.

A medida ocorre após o presidente americano, Donald Trump, ter declarado que, se Teerã chegar a um acordo com Washington, ele encerrará a guerra e o bloqueio.

As forças americanas imobilizaram o M/T Hasna, um petroleiro vazio que ostentava a bandeira do Irã, enquanto tentava chegar a um porto do país no Golfo de Omã, segundo um comunicado do Comando Central dos EUA (Centcon).

Após a tripulação "ignorar repetidos avisos, as forças americanas imobilizaram o leme do navio disparando várias rajadas" do canhão de um caça F-18 que decolou do porta-aviões USS Abraham Lincoln, que está posicionado na região desde janeiro de 2026 como parte da campanha de pressão dos EUA antes do início da guerra em 28 de fevereiro deste ano.

Washington também mantém o porta-aviões USS George H.W. Bush na região e afirma que já "ordenou que 52 navios comerciais retornassem ao porto" como parte do bloqueio imposto a navios que tentam entrar ou sair de portos iranianos.

md (EFE, ots)

"Estamos preparados para qualquer cenário", diz premiê israelense

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou nesta quarta-feira (06/05) que as Forças de Defesa de Israel (FDI) estão preparadas "para qualquer cenário" no Irã e buscou dissipar qualquer rumor sobre uma falta de coordenação com os Estados Unidos após a proposta de Washington para selar um acordo de paz.

"Estamos preparados para qualquer cenário, e essa é a minha instrução às Forças de Defesa de Israel e às nossas forças de segurança", disse Netanyahu em uma mensagem de vídeo no início de uma reunião com seu escritório de Segurança.

O encontro ocorre após o Irã confirmar que continua avaliando a proposta dos Estados Unidos para um acordo de paz e para areabertura de Ormuz, apesar de o presidente americano, Donald Trump, já ter advertido que, se o país não aceitar o plano, atacará com maior intensidade do que antes.

"Falo com o presidente Trump quase diariamente. Minha equipe e a dele se comunicam diariamente, inclusive hoje. E também falarei com o presidente Trump esta noite", declarou Netanyahu, depois que algumas fontes israelenses garantiram que o governo desconhecia a última proposta.

Também nesta quarta-feira, as forças israelenses bombardearam os subúrbios de Beirute, capital do Líbano. Recentemente, ambas os países concordaram por um cessar-fogo temporário, mas os ataques de Israel ao Líbano continuam em meio às negociações.

Termos do plano de paz

Segundo a proposta de acordo, o Irã se comprometeria com uma moratória no enriquecimento nuclear; os Estados Unidos suspenderiam suas sanções e liberariam bilhões de dólares em fundos iranianos congelados, e ambas as partes eliminariam as restrições ao trânsito pelo Estreito de Ormuz.

Trump anunciou na terça-feira (05/05) a suspensão da operação Projeto Liberdade, que os EUA haviam lançado no início da semana para liberar os navios presos no estratégico Estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano.

O mandatário americano afirmou que a decisão se deve ao "progresso considerável em direção a um acordo" com Teerã, sem dar mais detalhes a respeito.

fcl (EFE, ots)

Israel bombardeia subúrbios de Beirute pela primeira vez desde início da trégua

Israel bombardeou, nesta quarta-feira (06/05), os subúrbios ao sul de Beirute, conhecidos como Dahye, no primeiro ataque contra a periferia da capital desde que entrou em vigor um cessar-fogo entre os dois países, há cerca de três semanas.

Caças israelenses atacaram no final da tarde o bairro de Ghobeiri, mais especificamente uma área próxima a Haret Hreik, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANN), sem especificar qual seria o alvo da ação ou se foram registradas vítimas.

Apesar da cessação de hostilidades acordada por Líbano e Israel em meados do mês passado, as forças israelenses continuaram atacando diariamente o sul do Líbano e demoliram um grande número de casas nas áreas que ocupam nessa região, com alguns bombardeios também no Vale do Bekaa, no leste.

No entanto, desde a entrada em vigor da trégua, na meia-noite de 16 para 17 de abril, ainda não haviam atingido os subúrbios de Beirute, que foram fortemente castigados durante o conflito.

O cessar-fogo pretende servir como catalisador para negociações mais profundas, mas por enquanto o processo enfrenta obstáculos importantes, como a recusa de Israel em retirar suas tropas do sul do Líbano ou a rejeição do grupo xiita Hezbollah às conversas.

Nesta mesma quarta-feira, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, defendeu que ainda é cedo para planejar um encontro de alto nível com Israel e reiterou que a realização de novas rodadas de diálogo exigirá uma "consolidação" prévia da atual cessação de hostilidades.

A medida está estipulada, por enquanto, para durar até meados de maio.

Parlamentar iraniano nega que EUA e Irã estejam perto de acordo

Um membro de alto escalão do Parlamento do Irã rechaçou nesta quarta-feira (06/05) uma reportagem do portal americano Axios sobre um acordo iminente com os Estados Unidos para pôr fim ao conflito e assegurou que o suposto memorando divulgado é "uma lista de desejos americanos, mais do que uma realidade".

"Os americanos não obterão em uma guerra perdida o que não conseguiram em negociações cara a cara", afirmou na rede social X o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei.

Rezaei alertou ainda que a república islâmica "está com o dedo no gatilho e preparada", ameaçando com retaliações caso as conversas fracassem.

Horas antes, o Axios informou, citando funcionários americanos e outras duas fontes anônimas com conhecimento do assunto, que Teerã e Washington estão perto de alcançar um acordo que encerre o conflito e abra caminho para um espaço de negociações sobre a questão nuclear iraniana.

O portal indicou que, conforme o acordo, o Irã se comprometeria com uma moratória no enriquecimento nuclear, enquanto os Estados Unidos suspenderiam suas sanções e liberariam bilhões de dólares em fundos iranianos congelados. Além disso, ambas as partes eliminariam as restrições ao trânsito pelo estratégico Estreito de Ormuz.

De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, a república islâmica continua avaliando a proposta dos Estados Unidos para selar um acordo de paz e, "assim que concluir sua revisão, transmitirá seus pontos de vista à parte paquistanesa", mediadora nas negociações entre Teerã e Washington.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em suas redes sociais que, "se o Irã concordar em cumprir o que foi pactuado, o que é, talvez, uma grande suposição, a já lendária operação Fúria Épica chegará ao fim e o bloqueio, extremamente eficaz, permitirá que o Estreito de Ormuz esteja aberto para todos, incluindo o Irã".

Trump informou na véspera a suspensão da operação Projeto Liberdade, lançada pelos EUA na segunda-feira para liberar os navios retidos no estreito de Ormuz em decorrência do bloqueio.

O presidente americano disse que a decisão se deve ao "progresso considerável rumo a um acordo" com Teerã, embora não tenha fornecido mais detalhes a respeito.

md (EFE, ots)

China chama guerra de EUA e Israel contra o Irã de ilegítima

O chanceler chinês, Wang Yi, afirmou nesta quarta-feira (06/05), em Pequim, ao ministro do Exterior iraniano, Abbas Araqchi, que a guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã é ilegítima, durante a primeira visita do ministro persa à China desde o início do conflito, em fevereiro.

O diplomata chinês acrescentou que uma declaração de cessar-fogo é "necessária e inevitável", informou a agência de notícias iraniana Tasnim.

Pequim tem condenado repetidamente os ataques contra o Irã e pedido um cessar-fogo no Oriente Médio e a livre navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde transitam aproximadamente 45% de suas importações de petróleo e gás.

as (Efe)

Guerra no Irã pode ter motivado homem acusado de tentar matar Trump

O Departamento de Segurança Interna dos EUA identificou a guerra dos EUA e Israel com o Irã como um possível motivo para o homem acusado de tentar assassinar o presidente Donald Trump e membros importantes de sua administração num evento para jornalistas no mês passado, de acordo com um relatório enviado a autoridades policiais estaduais e locais em todo o país e a outras agências federais.

O relatório preliminar, datado de 27 de abril, concluiu que o suspeito, Cole Allen, tinha "múltiplas queixas sociais e políticas". A conclusão foi de que o conflito com o Irã "pode ter contribuído para sua decisão de realizar o ataque", citando postagens de Allen em redes sociais que criticavam as ações dos EUA na guerra.

as (Reuters)

França envia porta-aviões ao Estreito de Ormuz para preparar operação de escolta

A França anunciou nesta quarta-feira (06/05) o envio do seu porta-aviões Charles de Gaulle ao Estreito de Ormuz para preparar uma operação defensiva de escolta de navios mercantes na região, que poderá ser lançada nos próximos dias caso um acordo entre Estados Unidos e Irã para a abertura da via marítima seja alcançado.

O envio da embarcação principal da Marinha francesa, que já se encontrava em águas do Mediterrâneo prestando serviços de segurança para os aliados na região, responde à iniciativa multinacional lançada por Paris junto a Londres para "contribuir para o restabelecimento da navegação no Estreito de Ormuz".

A missão, em coordenação com os países da região, visa realizar trabalhos de escolta e segurança na via marítima assim que um acordo para sua abertura for firmado. Mais de 40 nações já aderiram à iniciativa.

as (Efe)

Irã anuncia que ainda avalia proposta de paz dos EUA

O Irã afirmou nesta quarta-feira (06/05) que continua avaliando a proposta dos Estados Unidos para selar um acordo de paz.

"A proposta dos Estados Unidos está sendo avaliada pelo Irã e, assim que sua revisão for concluída, o Irã transmitirá seus pontos de vista ao lado paquistanês", declarou o porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Ismail Baghaei, à agência de notícias Isna.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, se o Irã aceitar as condições, dará por encerradas as operações militares e o bloqueio naval contra a República Islâmica, mas ameaçou realizar ataques de maior intensidade caso Teerã não aceite o acordo.

Essas declarações foram feitas depois de o portal americano Axios, citando funcionários americanos e outras duas fontes anônimas, ter relatado que Teerã e Washington estão próximos de alcançar um acordo que ponha fim ao conflito e abra caminho para um espaço de negociações sobre a questão nuclear iraniana.

De acordo com o portal, os Estados Unidos esperam "respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas".

Segundo o acordo divulgado pelo Axios, o Irã se comprometeria com uma moratória no enriquecimento nuclear; os Estados Unidos suspenderiam suas sanções e liberariam bilhões de dólares em fundos iranianos congelados, e ambas as partes eliminariam as restrições ao trânsito pelo estreito de Ormuz.

Trump anunciou nesta terça-feira a suspensão da operação que os EUA haviam lançado um dia antes para garantir militarmente o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz. Ele disse que a decisão se deve ao "progresso considerável em direção a um acordo" com Teerã, sem dar mais detalhes.

as (Efe)

Trump suspende operação militar para escoltar navios em Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (05/05) a suspensão, a pedido do Paquistão, da operação militar que consiste em garantir militarmente o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz. A suspensão visa tentar alcançar um acordo definitivo com o Irã.

Trump escreveu em sua rede social Truth Social que a suspensão da ação militar, iniciada no último domingo, se deve ao "progresso considerável rumo a um acordo" com o governo iraniano, sem dar mais detalhes a respeito.

O presidente americano informou que o bloqueio naval ao Irã permanecerá vigente e que a suspensão dessa operação específica tem como objetivo determinar se o acordo "pode ser concretizado e assinado".

As forças americanas do Comando Central (Centcom) haviam conseguido assegurar a passagem de poucos navios através do estreito. Além disso, ocorreram repetidos ataques na região envolvendo pequenas embarcações e drones, alguns dos quais os Emirados Árabes Unidos atribuíram ao Irã.

Segundo fontes militares, citadas pela imprensa local, os navios americanos viram-se obrigados a executar manobras defensivas para garantir a navegação durante a operação para escoltar navios mercantes.

Fim da operação

Horas antes, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a ofensiva contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro "terminou" e que uma nova fase foi aberta com uma operação "defensiva" destinada a facilitar a navegação pelo estreito de Ormuz.

"A operação 'Fúria Épica' terminou. Tal como o presidente informou ao Congresso, concluímos essa etapa", declarou Rubio em entrevista coletiva na Casa Branca.

cn (EFE, AFP)

Irã nega ter atacado os Emirados Árabes nesta semana

O Irã negou nesta terça‑feira (05/05) ter atacado os Emirados Árabes Unidos (EAU) nos últimos dias, horas depois de o país do Golfo relatar uma segunda rodada de ataques iranianos com mísseis e drones.

Os disparos foram os primeiros contra os Emirados desde que o cessar‑fogo entre Irã e Estados Unidos entrou em vigor no mês passado. Um dos projéteis teria atingido um importante terminal de transporte de petróleo na segunda‑feira, provocando um incêndio.

Apesar de negar responsabilidade, o comando militar iraniano Khatam al‑Anbiya afirmou em comunicado que os Emirados sofreriam uma "resposta esmagadora" caso realizassem alguma ação militar contra o Irã.

Os EAU são um dos principais aliados dos Estados Unidos e um país árabe com laços com Israel. Sua infraestrutura petrolífera e a proximidade geográfica com o Irã fizeram do país um dos principais alvos de ataques iranianos desde o início da guerra.

gq (DW)

Cessar fogo com Irã "não terminou", diz Hegseth

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (05/05) que o cessar-fogo com Teerã não havia terminado, apesar das escaramuças entre os Estados Unidos e o Irã no Golfo Pérsico em meio à disputa sobre o controle do Estreito de Ormuz.

Hegseth disse que os EUA haviam garantido com sucesso uma rota através do estreito e que centenas de navios comerciais estavam se preparando para atravessar, enquanto Washington busca romper o bloqueio que o Irã exerce em uma das principais vias do transporte marítimo mundial desde o início do conflito, em fevereiro.

"Sabemos que os iranianos estão constrangidos com esse fato. Eles disseram que controlam o estreito. Não controlam", disse Hegseth em coletiva de imprensa no Pentágono.

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, afirmou que o Irã atacou o Omã nesta segunda-feira e realizou três ataques contra os Emirados Árabes Unidos (EAU), antes de acrescentar que, pelo menos até o momento, a situação estava "mais tranquila".

Caine disse que desde o anúncio do cessar-fogo, em 7 de abril, o Irã disparou nove vezes contra embarcações comerciais e apreendeu dois navios de transporte de contêineres, e acrescentou que os iranianos atacaram as forças americanas mais de dez vezes.

Os ataques, no entanto, ficaram "abaixo do limite necessário para reiniciar grandes operações de combate neste momento", afirmou o general.

"Projeto Liberdade"

Questionado se o cessar-fogo com o Irã ainda estava em vigor, Hegseth disse que a trégua não acabou. "Dissemos que nos defenderíamos e nos defenderíamos agressivamente, e absolutamente o fizemos. O Irã sabe disso e, em última análise, o presidente [Donald Trump] pode decidir se algo escalar para uma violação do cessar-fogo", disse.

As Forças Armadas dos EUA afirmam ter afundado seis embarcações iranianas e interceptado mísseis de cruzeiro e drones iranianos, após Trump enviar a Marinha para escoltar petroleiros através do Estreito de Ormuz em uma operação iniciada um dia antes, denominada Projeto Liberdade.

Diversos navios mercantes no Golfo relataram explosões ou incêndios nesta segunda-feira, no primeiro dia da operação.

rc (Reuters, AFP)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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