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Trump ameaça Irã antes de cúpula histórica: "Só estão vivos hoje para negociar"

Entenda os bastidores da negociação de paz no Paquistão e as condições rígidas impostas por Teerã para o fim do conflito

10 abr 2026 - 18h02
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente a tensão diplomática global ao afirmar que o Irã só continua existindo hoje com o propósito de negociar. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (10), véspera do encontro oficial entre representantes das duas nações no Paquistão. Em publicações na rede social Truth Social, o líder norte-americano desdenhou do poder de barganha de Teerã. "Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo ao mundo por meio do uso de vias navegáveis internacionais. A única razão de ainda estarem vivos hoje é para negociar!", disparou o republicano, sinalizando uma postura de força máxima para o diálogo que busca encerrar a guerra.

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Maxine Wallace/The Washington Post via Getty Images / Perfil Brasil

De acordo com informações do portal g1, o governo dos EUA já iniciou preparativos militares caso as tratativas de paz fracassem em Islamabad. Em entrevista ao jornal "The New York Post", o presidente afirmou que o exército está carregando navios com os armamentos mais modernos já fabricados. "Estamos reiniciando tudo, carregando os navios com as melhores munições, as melhores armas já feitas — ainda melhores do que as que usamos antes, e com as quais os destruímos completamente. (...) E, se não tivermos um acordo, vamos usá-las de forma muito eficaz", alertou Trump. Ele ainda acusou o regime do Irã de ser mais eficiente em lidar com a imprensa do que em campos de batalha reais.

Do outro lado, o Irã impôs exigências rígidas para que as conversas de sábado (11) avancem. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, defendeu que os norte-americanos devem incluir o Líbano no cessar-fogo e interromper as operações de Israel contra o país. Além disso, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, utilizou a rede social X para condicionar o início do diálogo à liberação de ativos financeiros que estão bloqueados no exterior. Segundo o dirigente, o cumprimento dessas medidas é essencial para que o processo diplomático seja legitimado pelo governo de Teerã.

Apesar do clima de hostilidade, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, adotou um tom ligeiramente mais diplomático, embora vigilante. Vance, que integrará a comitiva norte-americana ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner, afirmou estar ansioso pelas tratativas, mas alertou que não haverá tolerância para tentativas de engano por parte do Irã. As negociações ocorrerão em um hotel de luxo sob mediação do governo paquistanês. O sucesso do encontro depende da manutenção de um cessar-fogo frágil, que já é alvo de acusações de violação mútua, transformando a reunião de amanhã em um dos momentos mais decisivos para a estabilidade do Oriente Médio nesta década.

Perfil Brasil
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