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Alemanha vai aumentar subsídios para compra de carros elétricos

4 nov 2019 - 14h02
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A Alemanha planeja aumentar em 50% os subsídios disponíveis para compradores de carros elétricos nos próximos cinco anos a partir de 2020, de acordo com documento do governo visto pela Reuters, na mais recente de uma série de medidas para acelerar o uso de veículos de baixas emissões.

Chanceler alemã, Angela Merkel, participa de cerimônia de inauguração de produção de veículos elétricos da Volkswagen. 4/11/2019. REUTERS/Matthias Rietschel
Chanceler alemã, Angela Merkel, participa de cerimônia de inauguração de produção de veículos elétricos da Volkswagen. 4/11/2019. REUTERS/Matthias Rietschel
Foto: Reuters

Segundo o documento, que deve ser discutido em uma reunião de funcionários de alto escalão do governo e das montadoras nesta segunda-feira, os subsídios para híbridos subirão de 3 mil para 4.500 euros. Para veículos com preços acima de 40 mil euros, os subsídios subirão para 5 mil euros.

O governo quer ter 10 milhões de veículos elétricos nas ruas até 2030, parte de uma ofensiva projetada para mudar o status atrasado da indústria automobilística alemã em mobilidade elétrica, ante rivais nos Estados Unidos e na China.

O documento foi revelado no dia em que a chanceler Angela Merkel fez um discurso na fábrica da Volkswagen em Zwickau, onde a montadora iniciou a produção em massa de seu carro elétrico ID.3, um veículo que custa cerca de 30 mil euros.

"Agora podemos dizer que Zwickau é um pilar da indústria automobilística alemã de hoje e do futuro", afirmou Merkel. "Nossa tarefa como políticos é criar uma estrutura em que inovações tecnológicas possam se firmar".

Merkel disse que o governo investirá 3,5 bilhões de euros até 2035 para estações de carregamento de carros elétricos.

No domingo, ela disse que a Alemanha precisava de um milhão de estações de carregamento até 2030 e pediu às montadoras e empresas de serviços públicos que cumpram seu papel na construção da infraestrutura necessária.

As montadoras alemãs estão acelerando os planos de lançar veículos elétricos, sob pressão de um mandato da União Europeia para proporcionar um corte de 37,5% nas emissões de dióxido de carbono entre 2021 e 2030, além de um corte de 40% nas emissões entre 2007 e 2021.

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