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Sob pressão dos EUA, Nicarágua liberta presos políticos

10 jan 2026 - 19h21
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Governo anunciou libertação de "dezenas" de encarcerados, um dia após embaixada americana em Manágua afirmar que "mais de 60 pessoas continuam injustamente detidas ou desaparecidas" no país.O governo da Nicarágua , copresidido por Daniel Ortega e sua esposa, Rosario Murillo , anunciou neste sábado (10/01) a libertação de "dezenas de pessoas" que permaneciam detidas, entre elas vários presos políticos, conforme informaram vários meios de comunicação locais.

A soltura ocorre por ocasião do aniversário de 19 anos do governo no poder, segundo comunicado do Executivo nicaraguense, e em meio a pressão dos Estados Unidos.

"Símbolo de compromisso com a paz"

De acordo com a nota, a medida "é símbolo de nosso invariável compromisso com o encontro, a paz e o direito de todos a uma convivência familiar e comunitária, respeitosa e tranquila".

O governo não forneceu detalhes sobre os libertados, mas a agência de notícias EFE pôde confirmar com familiares a soltura de pelo menos sete opositores: Jessica Palacios, Mauricio Alonso, Mario Rodríguez Serrano, Pedro López, María José Rojas, Óscar Velásquez e o pastor evangélico Rudy Palacios. Segundo familiares, o governo havia informado que as liberações ocorreriam neste 10 de janeiro.

Por sua vez, o portal local Divergentes confirmou a libertação de pelo menos 30 presos políticos, enquanto outros veículos de comunicação trabalham com um número menor.

Uma ONG de direitos humanos que monitora presos políticos na Nicarágua identificou 19 pessoas libertadas no sábado.

Em fotografias e vídeos divulgados pela mídia estatal, vários detidos podem ser vistos assinando seus documentos de libertação na frente de policiais e abraçando familiares que foram convocados para recebê-los após a soltura.

Nota da embaixada dos EUA

Esta libertação de presos ocorre um dia após a embaixada dos Estados Unidos em Manágua recordar, em publicação na rede social X, que, após o "passo importante" dado pela Venezuela ao libertar um "grande número de presos políticos" , na Nicarágua também existem "mais de 60 pessoas" que continuam "injustamente detidas ou desaparecidas".

A mensagem foi divulgada após a captura de Nicolás Maduro , aliado do governo nicaraguense, durante uma missão militar americana.

A publicação era acompanhada pela versão em espanhol de uma postagem do presidente americano, Donald Trump, na rede Truth Social, na qual comemorava que a Venezuela estivesse libertando presos políticos como um sinal de "busca pela paz".

Antes da mensagem da embaixada americana, o movimento político opositor nicaraguense União Democrática Renovadora (Unamos) também recordou que "na Nicarágua há mais de 60 pessoas presas por razões políticas", exigindo sua liberdade imediata.

"Ditadura brutal"

Neste sábado, as autoridades americanas insistiram na pressão: "Hoje, a ditadura brutal Murillo-Ortega 'celebra' 19 anos do que deveria ter sido um mandato democrático de cinco anos. Os nicaraguenses votaram em um presidente em 2006, não em uma dinastia ilegítima vitalícia", publicou na rede social X o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA.

Uma ONG e a imprensa exilada relataram na sexta-feira que pelo menos 61 pessoas foram detidas na Nicarágua por comemorarem ou expressarem apoio nas redes sociais à captura do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro.

Não se sabe se algum dos libertados foi detido por esse motivo.

Ortega, de 80 anos, e Murillo, de 74, exercem poder absoluto na Nicarágua. Eles restringiram liberdades e aniquilaram a oposição após os protestos de 2018 , que deixaram 300 mortos e são considerados uma tentativa de golpe patrocinada por Washington.

Dezenas de milhares de nicaraguenses foram forçados ao exílio, centenas foram detidos e suas propriedades foram expropriadas. O governo chegou a cassar a cidadania nicaraguense de muitos deles.

Um grupo de especialistas da ONU exigiu que o governo Ortega-Murillo seja responsabilizado por "graves violações" dos direitos humanos, incluindo "crimes contra a humanidade".

Segundo relatos da oposição, Ortega enfrenta problemas de saúde, e por isso Murillo realizou uma purga interna para garantir a sucessão.

md (EFE, AFP)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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