Quem está na frente, Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja o que dizem as pesquisas do final de setembro
Levantamentos Datafolha e Quaest apontam liderança curta do presidente no primeiro turno e empate técnico no segundo
Pesquisas Datafolha e Quaest de setembro de 2026 mostram Lula numericamente à frente no primeiro turno (40% a 36% e 39% a 34%), mas em empate técnico com Flávio Bolsonaro no segundo turno (47% a 45% e 42% a 42%). Com terceira via fraca e alta cristalização dos votos (80%), ambos têm 45% de rejeição no Datafolha. O pleito polarizado e equilibrado dependerá dos 35% de eleitores não alinhados que admitem mudar de voto, além da divisão entre evangélicos e beneficiários do Bolsa Família.
Os levantamentos dos institutos Datafolha e Quaest divulgados no dia 25 e 28 de setembro de 2026, respectivamente, mostram Luiz Inácio Lula da Silva numericamente à frente no primeiro turno, enquanto as simulações de segundo turno registram empate técnico com Flávio Bolsonaro.
As sondagens revelam um cenário de forte cristalização do eleitorado, com margens estreitas e estabilidade nas intenções de voto a poucas semanas do pleito presidencial.
Qual é o panorama consolidado dos resultados?
No Datafolha, apurado nos dias 22 e 23 de setembro com 2.002 eleitores sob registro BR-00304/2026 e margem de 2 pontos percentuais, Lula tem 40% na estimulada contra 36% de Flávio Bolsonaro. Na Quaest de 28 de setembro, o placar do primeiro turno marca 39% a 34%.
No segundo turno, o Datafolha indica 47% para o petista e 45% para o parlamentar do Partido Liberal, com 7% em branco ou nulo e 1% indeciso. Já o levantamento da Quaest registra igualdade em 42% entre os dois concorrentes diretos, somando 13% de brancos e nulos e 3% de indecisos.
Metodologias: O Datafolha ouviu 2.002 pessoas entre os dias 22 e 24 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais. Já a Quaest ouviu 2.004 eleitores entre 24 e 27 de setembro; margem de erro também é de 2 pontos percentuais.
Como se comportam os blocos comparativos da disputa?
Primeiro turno estimulado
Os cenários de primeiro turno indicam que a chamada terceira via segue pulverizada. No Datafolha, Augusto Cury aparece à frente desse grupo com 5% das intenções de voto, enquanto registra 4% na Quaest. Ronaldo Caiado vem na sequência com 4% em ambos os levantamentos. Renan Santos soma 3%, e Romeu Zema, 1%.
Na Quaest, houve redução no percentual de indecisos, que passou de 8% em 21 de setembro para 5% na pesquisa mais recente. Nos votos válidos do Datafolha, o destaque é a disputa apertada na liderança, com 43% contra 39%.
Segundo turno presidencial
Nos cenários adicionais testados pelo Datafolha, Lula aparece com vantagem numérica sobre potenciais adversários da terceira via. Contra Caiado, o presidente marca 46% ante 44%; diante de Cury, tem 46% contra 43%. Já nos confrontos com Zema e Renan Santos, a diferença é maior, chegando a 48% contra 39% em ambos os casos.
Na Quaest, a série histórica do duelo entre Lula e Flávio Bolsonaro também apresentou mudança relevante: o cenário, que no início do mês mostrava vantagem de Flávio por 41% a 40%, evoluiu para um empate numérico. Entre os eleitores sem alinhamento político ou ideológico identificados pelo Datafolha, Flávio lidera na preferência para o segundo turno, com 39%, enquanto Lula registra 34%.
Voto espontâneo e recall eleitoral
No levantamento espontâneo do Datafolha, Lula é citado por 36% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 27%. Jair Bolsonaro também é mencionado espontaneamente por 4% dos eleitores.
Houve ainda redução no índice de indecisos nessa modalidade de pergunta, que caiu de 21% para 18%. O principal destaque está no recorte por gênero: entre as mulheres, 24% ainda não sabem em quem votar, percentual significativamente superior aos 13% registrados entre os homens.
Decisão de voto e potencial de migração
A pesquisa mostra um eleitorado cada vez mais consolidado. Hoje, 80% dos entrevistados afirmam estar decididos sobre seu voto, ante 76% na semana anterior. O nível de convicção é ainda maior entre os grupos politicamente engajados: chega a 87% entre eleitores alinhados ao PT e a 85% entre os identificados com o bolsonarismo.
Entre os votantes que admitem mudar de escolha, Flávio Bolsonaro aparece como segunda opção para 17%, enquanto Lula é citado por 15%. Já entre os eleitores sem alinhamento político definido, 35% afirmam que ainda podem alterar seu voto.
Rejeição e avaliação do governo
O Datafolha mostra empate na rejeição dos dois principais nomes da disputa. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro registram 45% de eleitores que afirmam não votar neles de forma alguma. Na avaliação do governo federal, 40% classificam a gestão como ruim ou péssima, 34% a consideram ótima ou boa e 24% a avaliam como regular.
A aprovação pessoal de Lula permanece estável, com 47%, enquanto a desaprovação chega a 50%. Nos recortes sociais, o governo mantém vantagem expressiva entre beneficiários do Bolsa Família, segmento em que é aprovado por 52% contra 27%. Já entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro lidera as preferências por 47% a 27%.
O que as tendências indicam para a reta final?
A confluência dos dados confirma uma disputa polarizada e com baixo espaço para crescimento de candidaturas alternativas, que somadas não ultrapassam 14% das intenções totais no cenário estimulado. A alta taxa de cristalização reduz o volume de votos em disputa nas semanas derradeiras.
O equilíbrio no segundo turno reflete a divisão estrutural de renda, religião e geografia. O desfecho da eleição dependerá da capacidade de atração sobre a fatia de 35% de eleitores não alinhados que ainda declaram flexibilidade no voto e da taxa de comparecimento nas urnas.
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