Quem é o árbitro que ficará fora da Copa do Mundo após ser barrado nos EUA?
O profissional de arbitragem Omar Artan foi impedido de entrar no país sede do torneio mundial e precisou retornar imediatamente para a Turquia
A preparação para o maior evento de futebol do planeta começou com um imprevisto nos bastidores da arbitragem. Escolhido pela Fifa para integrar o corpo de profissionais do torneio, o árbitro Omar Artan enfrentou problemas imigratórios assim que pisou em solo americano. O profissional desembarcou no Aeroporto de Miami, mas foi obrigado pelas autoridades locais a pegar um voo de volta para Istambul, sem receber permissão para ingressar nos Estados Unidos.
O veto surpreendente no aeroporto americano
O árbitro somali fazia parte de um grupo seleto de 52 profissionais de campo selecionados pela federação internacional. A escala completa da competição conta ainda com 88 assistentes e 30 operadores de vídeo. Entre os representantes do continente africano chamados para o torneio estão nomes como Pierre Atcho, do Gabão, Dahane Beida, da Mauritânia, e Jalal Jayed, do Marrocos.
A entidade máxima do futebol se manifestou de forma oficial sobre o ocorrido por meio de uma nota de esclarecimento. "A Fifa confirma que o profissional de arbitragem Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo 2026 após ter negada sua entrada nos Estados Unidos. A Fifa não se envolve nos processos de imigração dos países sedes, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada neste momento", comunicou a entidade máxima do futebol.
A trajetória de destaque no futebol africano
Nascido Omar Abdulkadir Artan na cidade de Mogadishu, o profissional tem 34 anos e constrói sua carreira na arbitragem desde 2018. O seu currículo no esporte inclui a condução de partidas de grande relevância no cenário internacional. Ele trabalhou recentemente na final da CAF Champions League entre FAR Rabat e Mamelodi Sundowns, realizada em 24 de maio deste ano. Omar Artan também acumulou experiência ao apitar no Mundial sub-20 de 2025 e em jogos da Copa Africana de Nações.
As reações oficiais após a deportação
Até o momento, os órgãos de imigração não divulgaram a justificativa oficial para a deportação do profissional. O assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália, Ciise Aden Abshir, garantiu que o árbitro viajou com a documentação regularizada e possuía o visto necessário.
A decisão gerou forte descontentamento nos bastidores do esporte do país africano. "Ele é um dos árbitros mais respeitados da África. Barrar a entrada nos EUA e impedi-lo de trabalhar prejudica não apenas a ele, mas também mina o compromisso do futebol com a imparcialidade e o espírito de fair play", declarou à agência AFP. Sem chances de reversão no caso, a federação internacional precisará seguir com o planejamento do torneio sem a presença do juiz de campo somali.
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