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Quem é Márcio Canella, deputado estadual preso em operação da PF

Ex-prefeito presidiu o União Brasil fluminense, foi alvo na Operação Unha e Carne e responde por suspeita em rede de postos

15 out 2026 - 11h44
(atualizado às 11h50)
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Resumo
Márcio Canella, deputado estadual recém-eleito pelo Rio de Janeiro e ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso na Operação Unha e Carne, acusado de articular um esquema de lavagem de R$ 7,6 bilhões envolvendo postos de combustíveis, corrupção e outros crimes.

Recém-eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Márcio Canella (União Brasil) foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 15, na Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro no Rio.

Polícia Federal prendeu Márcio Canella em casa, em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro
Polícia Federal prendeu Márcio Canella em casa, em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A oitava fase da apuração também resultou na detenção do ex-chefe da Polícia Civil fluminense Marcus Amim, segundo informaram duas fontes próximas ao caso à Reuters. 

Qual é a trajetória política de Márcio Canella?

Márcio Canella, cujo nome de registro civil é Márcio Correia de Oliveira, exerceu o cargo de prefeito de Belford Roxo entre 2025 e abril de 2026, além de presidir o diretório do União Brasil no Estado. A saída da prefeitura ocorreu para disputar uma cadeira no Congresso Nacional.

Após desistir da corrida ao Senado e afastar a legenda da chapa encabeçada por Douglas Ruas, Márcio Canella disputou o Legislativo fluminense neste ano e obteve 197.178 votos, consagrando-se como o segundo candidato mais votado para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Quais acusações motivam as apurações da corporação?

A Polícia Federal aponta Márcio Canella como articulação política de uma rede suspeita de lavar R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Os valores foram detectados em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

O esquema utilizava quase 100 postos de combustíveis na Região Metropolitana fluminense. As medidas autorizadas pela Justiça determinaram 6 mandados de prisão, 16 ordens de busca, o sequestro de patrimônio e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas por delitos como corrupção, cartel e violação de sigilo.

Por que o parlamentar eleito já havia sido detido em julho?

A Polícia Federal deteve o ex-prefeito em flagrante no dia 7 de julho pela posse irregular de um fuzil calibre .556 encontrado dentro de um veículo durante a sexta fase das investigações.

A equipe policial também recolheu dois revólveres, uma pistola, 13 carregadores, munições e relógios de luxo. Dias após a prisão, o ministro Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória ao acatar a tese de que a arma pertencia ao sargento Alexandre Paixão da Silva Júnior, integrante da escolta do político.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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