Tsunami no Brasil é possível? Saiba o que afirmam os especialistas
Sensores, boias oceânicas, estações sismográficas e sistemas de observação funcionam de forma ininterrupta para identificar qualquer fenômeno que possa representar perigo.
O terremoto de grande magnitude registrado no litoral do México voltou a despertar uma pergunta recorrente entre os brasileiros: o país corre risco de ser atingido por um tsunami?
A resposta dos especialistas é que sim, mas apenas em situações bastante excepcionais. Pela posição geográfica do Brasil, a possibilidade de uma onda gigante alcançar a costa nacional é considerada remota.
Enquanto nações banhadas pelo Oceano Pacífico convivem frequentemente com terremotos e alertas de tsunami, o território brasileiro está distante das principais zonas de encontro entre placas tectônicas.
É justamente nessas regiões que ocorrem os abalos sísmicos mais intensos, responsáveis pela formação da maioria dos tsunamis registrados no mundo.
O risco
Mesmo assim, os pesquisadores não descartam completamente o risco. Um dos cenários avaliados envolve um terremoto de grande intensidade no Oceano Atlântico, principalmente em áreas próximas à Dorsal Mesoatlântica ou à região do Caribe. Embora sejam eventos incomuns, eles poderiam provocar o deslocamento de grandes massas de água.
Outra hipótese frequentemente citada em estudos científicos diz respeito ao vulcão Cumbre Vieja, situado nas Ilhas Canárias, território espanhol. Caso uma parte significativa da estrutura do vulcão desabasse em direção ao mar, haveria a possibilidade de formação de um grande tsunami atravessando o Atlântico.
Norte e Nordeste
Em um cenário extremo, as ondas poderiam alcançar trechos do Norte e do Nordeste brasileiro após várias horas de deslocamento. Ainda assim, pesquisadores destacam que esse cenário permanece hipotético e não há evidências de que um evento dessa dimensão esteja próximo de acontecer.
Mesmo diante de uma ameaça considerada pouco provável, o Brasil mantém vigilância permanente sobre o Oceano Atlântico. O monitoramento é realizado pela Marinha do Brasil, em conjunto com centros nacionais e internacionais especializados em sismologia e oceanografia.
Sensores, boias oceânicas, estações sismográficas e sistemas de observação funcionam de forma ininterrupta para identificar qualquer fenômeno que possa representar perigo. Quando um terremoto relevante é registrado no Atlântico, os dados são analisados imediatamente e, se houver possibilidade de formação de tsunami, os órgãos de Defesa Civil são acionados para adoção das medidas necessárias.
Na prática, especialistas reforçam que a população brasileira não convive com o mesmo nível de risco enfrentado por países do Pacífico. Ainda assim, o acompanhamento constante dos oceanos garante que qualquer alteração relevante seja detectada e comunicada às autoridades com antecedência.
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